China acredita que não poderá frear sozinha instabilidade do Brexit

Chengdu, China, 22 Jul 2016 (AFP) - A China não poderá frear sozinha as turbulências vinculadas ao Brexit que podem desestabilizar a economia mundial e desacelerar o crescimento do planeta, advertiu nesta sexta-feira seu primeiro-ministro, antes de uma reunião do G20 no país.

Diante das repercussões na Europa e na economia mundial da decisão do Reino Unido de sair da União Europeia, Li Keqiang advertiu que o mundo não pode apoiar-se exclusivamente nos esforços de reativação de Pequim, apesar de a segunda economia mundial continuar sendo um dos motores de crescimento do planeta.

"Para nós, é impossível carregar o peso do mundo sobre nossos ombros", insistiu Li, ao fim de um encontro em Pequim com os dirigentes de seis instituições multilaterais, entre elas o Banco Mundial.

Essa reunião chega pouco antes de os ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais das vinte potências do G20 se reunirem no sábado e no domingo em Chengdu, a capital de Sichuan.

Embora a saída do Reino Unido da UE não esteja oficialmente na agenda, as discussões também abordarão o Brexit, confirmaram fontes diplomáticas.

As autoridades reunidas, inclusive se não adotarem uma posição formal do G20, se esforçarão em enviar "um sinal de estabilidade e de confiança" para tranquilizar os investidores e os mercados, disse à AFP uma fonte ministerial alemã.

O ministro das Finanças francês, Michel Sapin, estimou que seria "economicamente prejudicial" prolongar a incerteza vinculada ao Brexit, mas alertou que não se pode deixar "crescer de maneira inoportuna e irracional" os riscos da decisão britânica, durante a reunião do G20 neste final de semana.

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