Dilma e Lula não irão à abertura dos Jogos Olímpicos

Brasília, 26 Jul 2016 (AFP) - A presidente afastada Dilma Rousseff e seu antecessor e padrinho político, Luiz Inácio Lula da Silva, não assistirão à cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos no dia 5 de agosto, informaram nesta terça-feira à AFP fontes próximas aos dois.

"Ela não irá", disse à AFP uma fonte do Palácio da Alvorada, onde a mandatária espera o resultado de seu processo de impeachment, previsto para o final de agosto.

A abertura dos Jogos será comandada no Maracanã pelo presidente interino Michel Temer, ex-vice de Dilma Rousseff, que se tornou seu maior inimigo político, e que se prepara para fazer um discurso relâmpago para evitar vaias.

"Lula não irá", afirmou também o porta-voz do Instituto Lula, José Chrispiniano, em um breve e-mail.

Suspensa do cargo há quase dois meses e meio, enquanto o Senado a julga por suposta manipulação de contas públicas, Dilma já tinha informado esta semana que não pretendia ter uma posição secundária durante o Rio-2016.

"Eu não pretendo participar da Olimpíada em uma posição secundária porque, em primeiro lugar esses jogos são fruto de um grande trabalho do ex-presidente Lula (2003-2010) no sentido de trazê-la (sic) ao Brasil. Em segundo, houve um grande esforço do governo federal, que viabilizou a estrutura do Parque Olímpico e da Vila Deodoro", disse Dilma, durante entrevista ao serviço em português da emissora francesa Radio France Internationale (RFI).

O carisma internacional de Lula ajudou enormemente o Rio de janeiro a ser escolhida em 2009 a primeira cidade da América do Sul a sediar os Jogos.

Então presidente, Lula chorou de alegria em 2 de outubro de 2009, ao receber a notícia do Comitê Olímpico Internacional (COI) sobre a escolha da cidade, que foi comemorada com grande festa por centenas de pessoas na praia de Copacabana.

O convite para a cerimônia de abertura das Olimpíadas, em 5 de agosto, enviado pelos organizadores do evento à presidente afastada é similar ao recebido pelos ex-presidentes Lula, Fernando Henrique Cardoso, Fernando Collor de Mello e José Sarney, segundo a imprensa brasileira.

Dilma Rousseff é julgada pelo Senado, após ter sido acusada de aprovar despesas sem a autorização do Congresso, o que poderia constituir crime de responsabilidade. Segundo a Constituição, esta infração pode lhe custar a destituição do cargo.

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