Hillary faz história como primeira mulher candidata à Casa Branca

Filadélfia, Estados Unidos, 27 Jul 2016 (AFP) - Hillary Clinton fez história nesta terça-feira ao se tornar a primeira mulher a ser indicada como candidata à Casa Branca, nas eleições de novembro, por um grande partido político dos Estados Unidos.

Durante a Convenção Nacional Democrata que está sendo realizada na Filadélfia, a ex-secretária de Estado superou o número necessário de votos dos delegados para garantir sua vitória sobre seu principal adversário na disputa interna, o senador Bernie Sanders.

Foi o próprio Sanders, representando o estado de Vermont, que abriu mão da sua candidatura e apresentou a moção de declaração de Hillary como candidata oficial do partido.

"Apresento a moção de suspender as regras (...), a moção de que Hillary Clinton seja escolhida como a indicada pelo Partido Democrata para presidente dos Estados Unidos", disse Sanders.

Em meio a uma ovação ensurdecedora, a responsável pela condução da sessão fez uma rápida consulta com os delegados e a moção de Sanders foi aprovada por aclamação.

Quase imediatamente, Hillary publicou na sua conta de Twitter uma foto dela mesma durante um ato de campanha, agradecendo aos delegados pela histórica jornada.

Tarefa enorme pela frenteNa campanha pela Casa Blanca, Hillary enfrentará o polêmico e carismático multimilionário Donald Trump, que há uma semana foi indicado formalmente como candidato do conservador Partido Republicano.

Depois dos atritos, na segunda-feira, entre os apoiadores de Hillary e os de Sanders na convenção, havia temores de que a votação desta terça-feira se convertesse em um duelo aberto.

Mas o dramático apelo à unidade partidária para garantir a vitória de Clinton e impedir que Trump chegue à Casa Branca, feito por Sanders na véspera, parece ter tido efeito, e a votação transcorreu sem nenhuma vaia.

"Não é um segredo que Hillary Clinton e eu discordamos de muitas coisas. Mas é disto que se trata, precisamente, uma campanha. Isto é a democracia", disse o senador na véspera.

Quando Sanders tomou a palavra nesta terça-feira para propor a moção de interromper a sessão e declarar Hillary vencedora, recebeu uma espetacular ovação generalizada e um coro de "Bernie, Bernie!" que durou vários minutos no pequeno estádio Wells Fargo Center.

Sanders ajuda a fechar feridasSanders, cujos seguidores nas primárias resistiram a apoiar Clinton, se reuniu na manhã desta terça-feira com delegados do estado da Califórnia.

"O que devemos fazer agora é derrotar Donald Trump e eleger Hillary Clinton. Ou mais tarde olharemos para trás apenas para nos arrependermos", disse o senador ante delegados que não pareciam muito convencidos.

"Na minha opinião, é fácil demais vaiar, mas é mais difícil olhar o rosto das crianças que terão que viver sob uma presidência de Trump", acrescentou Sanders, que nas primárias se converteu no representante dos eleitores irritados com o rumo do partido.

Durante a jornada, o vice-presidente americano, Joe Biden, também esteve na convenção e, em um diálogo informal com um grupo de jornalistas, opinou que era necessário que se permitisse que esses eleitores expressassem sua frustração.

"Deixem que fiquem frustrados. Tudo vai sair bem".

A convenção nacional começou marcada pelo vazamento, pela plataforma WikiLeaks na sexta-feira, de quase 20.000 e-mails privados de lideranças do partido, onde foram discutidas formas de beneficiar a campanha de Hillary Clinton e de prejudicar Sanders. O escândalo provocou a renúncia da presidente do Comitê Nacional do partido, a legisladora Debbie Wasserman Schultz.

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