Flórida investiga dois novos casos de suspeita de transmissão local de zika

Miami, 27 Jul 2016 (AFP) - As autoridades de saúde do estado americano da Flórida anunciaram na quarta-feira que estão investigando dois novos casos de suspeita de transmissão local do vírus zika, aumentando o número para quatro.

Se ao menos um desses casos for confirmado, isso provaria pela primeira vez que os mosquitos portadores do zika estão presentes na zona continental dos Estados Unidos.

O zika é transmitido na maioria das vezes pela picada de mosquitos, e em alguns casos por contato sexual.

Em geral, a doença provoca sintomas brandos, e muitas vezes passa despercebida.

O vírus pode provocar, porém, transtornos neurológicos, como a síndrome de Guillain-Barré, ou malformações congênitas graves e irreversíveis, como a microcefalia, que se caracteriza por um desenvolvimento insuficiente do cérebro, em fetos de mulheres que foram infectadas pelo vírus durante a gravidez.

"As autoridades ampliaram suas investigações em curso para outros casos de infecção que poderiam não estar ligados a viagens para países ou territórios onde a epidemia está ativa", disse em um comunicado o Departamento de Saúde da Flórida, detalhando que estes casos foram detectados em Miami e no condado de Broward, respectivamente.

"Os residentes e visitantes desses lugares estão obrigados a fornecerem amostras de sangue e de urina para os serviços sanitários, já que os resultados vão ajudá-los a determinar o número de pessoas infectadas", acrescentou o Departamento de Saúde.

Na semana passada, a Flórida anunciou os dois primeiros casos de zika no estado em pessoas que aparentemente não tinham viajado para zonas endêmicas.

Este estado já registrou 381 casos de zika, todos eles em pessoas que tinham viajado para países ou territórios onde o vírus está em circulação.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos tinham advertido que era possível que ocorressem surtos locais de zika no país com a chegada do verão, especialmente após a rápida propagação da infecção na América do Sul e na América Central ao longo dos dois últimos anos.

Não existe vacina, tratamento nem exames de diagnóstico rápido para este vírus, descoberto em 1947 em Uganda.

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