Traficante mexicano que matou agente dos EUA ficará em prisão domiciliar

Cidade do México, México, 28 Jul 2016 (AFP) - Ernesto Fonseca Carrillo, ou "Don Neto", um dos fundadores do primeiro grande cartel de drogas do México e condenado pelo assassinato de um agente americano, deixou a prisão nesta quinta-feira para completar sua pena sob prisão domiciliar.

Por ordem da justiça, "Don Neto" foi levado do presídio de Puente Grande, em Jalisco (oeste), para sua casa no Estado de México (centro).

"Tentamos por mais de um ano fazer com que isso não acontecesse, mas um juiz decidiu o contrário e nos ordenou a fazer isso", lamentou Eduardo Guerrero, comissário das Prisões Federais.

O tribunal federal autorizou que Fonseca Carrillo ficasse em prisão domiciliar alegando sua idade avançada.

Uma de seus 15 filhos e filhas, Yoanna, afirma que seu pai, de 86 anos, tem câncer de cólon e perdeu a visão de um olho.

"Don Neto" ainda precisa cumprir cerca de 10 anos de condenação. Fonseca Carrillo foi condenado pelo sequestro e assassinato brutal em 1985 do agente da DEA americana Enrique "Kiki" Camarena e de seu piloto mexicano, Alfredo Zavala, um crime que abalou as relações entre México e Estados Unidos.

Ele era o mais velho dos três fundadores do extinto Cartel de Guadalajara, que foi um dos mais poderosos do país e considerado precursor das organizações transnacionais de tráfico de drogas modernas.

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