Polícia de Bangladesh acusa canadense de ser responsável por massacre em Daca

Dacca, 30 Jul 2016 (AFP) - A polícia de Bangladesh acusou, neste sábado, um canadense de ser um dos cérebros do ataque contra um restaurante em 1º de julho em Daca, no qual morreram 20 pessoas, das quais 18 eram estrangeiros.

Tamim Chowdhury, com dupla nacionalidade canadense e bengalesa e que está em paradeiro desconhecido, chegou a Bangladesh a partir do Canadá há três anos, e desde então financiava uma campanha de radicalização de jovens muçulmanos, declararam à AFP oficiais encarregados da investigação.

O suspeito tem cerca de 30 anos e, segundo os investigadores, lidera uma facção do Jamayetul Mujahideen Bangladesh (JMB), um grupo islamita proibido, acusado acusado do assassinato de dezenas de estrangeiros e membros de minorias religiosas neste país asiático.

Em 1º de julho, ao menos cinco homens atacaram o restaurante Holey Artisan Bakery, situado no bairro de Gulshan, e mataram 20 reféns, em sua maioria italianos e japoneses.

Poucos dias depois, outro grupo de homens armados invadiu uma celebração de muçulmanos no norte de Bangladesh, por ocasião do final do Ramadã, e matou três pessoas.

"Averiguamos que Tamim Chowdhury era um dos cérebros dos ataques", declarou à AFP um investigador sob anonimato.

"Ele treinou os extremistas responsáveis pelos ataques, assim cono nove extremistas que morreram" na terça-feira em um ataque da polícia em um bairro de Daca, acrescentou.

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