Turquia quer dividir serviços secretos

Istambul, 2 Ago 2016 (AFP) - O governo turco prevê dividir os serviços de inteligência em um braço para a espionagem exterior e outro para a vigilância interna depois da tentativa de golpe de julho, informou o jornal Hurriyet.

O MIT foi alvo de muitas críticas desde a tentativa de golpe de Estado cometida por um grupo de militares contra o presidente Recep Tayyip Erdogan e seu governo.

O chefe de Estado se queixou do tempo que o MIT demorou para informá-lo e contou ter ficado ciente do que ocorria através de seu cunhado.

O vice-primeiro-ministro Numan Kurtulmus declarou na segunda-feira que está prevista uma reestruturação dos serviços de espionagem turcos. Seguirá a realizada nas forças armadas.

Segundo Hurriyet, o governo quer criar duas agências de inteligência, uma para o exterior e outra para o interior, como ocorre em países como França e Reino Unido.

Os serviços secretos internos estariam nas mãos, em grande medida, da polícia e da gendarmaria, duas instituições dependentes do ministério do Interior desde as reformas adotadas após a tentativa de golpe, acrescenta a fonte.

Os serviços de inteligência externos dependerão diretamente da presidência, que terá uma unidade para coordenar as atividades das duas agências.

O regime turco tenta limitar as prerrogativas do exército desde a tentativa de golpe de Estado e aumentou as competências das autoridades civis.

"Acreditamos em um sistema no qual ninguém possa dar um golpe de Estado. Acreditamos em um sistema de inteligência de altíssima qualidade", disse na segunda-feira o vice-primeiro-ministro.

sjw-iw/pt/bds/erl.

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