Aeroporto de Dubai reabre após quatro horas fechado por acidente

Dubai, 3 Ago 2016 (AFP) - O aeroporto de Dubai, um dos mais movimentados do mundo, voltava a operar na tarde desta quarta-feira depois de ter permanecido fechado por quatro horas devido a um acidente durante o pouso com um Boeing 777 da Emirates Airlines, sem fazer vítimas.

"As operações de decolagem e pouso começaram novamente no aeroporto internacional de Dubai", indicou o gabinete de informação do governo no Twitter.

A operadora Dubai Airports indicou que o aeroporto funcionava com uma "capacidade reduzida", utilizando apenas uma de suas duas pistas.

Os 300 ocupantes da aeronave foram evacuados "sãos e salvos", mas um bombeiro faleceu durante as operações de resgate, segundo a Aviação Civil dos Emirados Árabes Unidos.

O avião da Emirates era procedente da Índia. As imagens publicadas nas redes sociais mostravam fumaça negra saindo da aeronave, mas até o momento as causas do acidente são desconhecidas. A Aviação Civil, no entanto, já abriu uma investigação em "colaboração com a Emirates e o aeroporto".

Segundo a companhia aérea, no avião havia 300 pessoas, 18 tripulantes e 282 passageiros, entre eles 220 indianos, 24 britânicos e 11 árabes.

As imagens nas redes sociais mostravam uma espessa fumaça negra saindo da aeronave, enquanto parte da fuselagem parecia tombada no chão com as portas de segurança abertas.

O gabinete de imprensa anunciou duas horas depois que o fogo estava controlado, destacando que as equipes de socorro, do aeroporto e da companhia "são bem treinadas para este tipo de incidentes".

Durante as quatro horas de paralisação, os voos com chegada a Dubai foram desviados a outros aeroportos, como o de Al Maktum, o segundo de Dubai, ou outros próximos como o de Sharjah, em Abu Dhabi, e Ras al Jaima.

'Incidente de segurança' excluídoEm uma coletiva de imprens, o presidente do grupo Emirates, Ahmed ben Said al Maktum, informou que 13 ficaram levemente feridas, mas que ninguém precisou ser hospitalizado.

Ele assegurou que não houve qualquer acidente a bordo antes da aterrissagem e que estava excluída a possibilidade de um "incidente de segurança".

Um dos passageiros, um empresário indiano, explicou ao tabloide XPRESS que empurrou pelo tobogã de evacuação sua esposa e três filhas, antes de descer pelo mesmo local. Shaji Kochikutty garantiu que escapou da morte por pouco.

O acidente ocorreu apenas quatro meses depois que um avião da outra companhia aérea de Dubai, Flydubai, caiu e se incendiou ao aterrissar no aeroporto de Rostov do Don, no sul da Rússia, matando as 61 pessoas que viajavam a bordo.

E no dia 27 de julho um Boeing 777-300 da Emirates que se dirigia às ilhas Maldivas precisou realizar um pouso de emergência em Mumbai, Índia, por um problema técnico.

O aeroporto de Dubai é o mais importante do mundo em número de passageiros internacionais e é a principal base da companhia Emirates, que oferece serviços a 153 destinos.

A Emirates, assim como a Qatar Airways e a Etihad, uma companhia de Abu Dhabi, controlam grande parte do transporte transcontinental aproveitando suas instalações no Golfo Pérsico.

A Emirates é a companhia que possui mais Boeings 777 e o superjumbo Airbus A380 e, no ano passado, elevou sua frota a um total de 250 aeronaves.

O presidente da companhia, Tim Clark, falou recentemente sobre a possibilidade de comprar novos aviões Airbus A380 para expandir seu negócio.

Em maio, a Emirates anunciou um aumento de 56% de seu lucro líquido em um ano a 1 bilhão de dólares, apesar do contexto econômico mundial e do dólar forte.

Os resultados são explicados pelo aumento do número de passageiros e pela queda do preço do combustível.

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