Dois bebês nascem com microcefalia associada ao zika na Califórnia

Los Angeles, 4 Ago 2016 (AFP) - Dois bebês nasceram com microcefalia na Califórnia após suas mães terem contraído o vírus zika durante a gravidez, disseram as autoridades nesta quinta-feira.

Trata-se dos primeiros casos de microcefalia, uma malformação grave que prejudica o desenvolvimento cerebral, associada ao zika no estado.

O Departamento de Saúde Pública da Califórnia (CDPH) não revelou de onde as mães eram, mas disse que elas foram infectadas este ano em um país onde o vírus zika é endêmico.

"Embora mosquitos que podem transportar o vírus tenham sido encontrados em 12 condados da Califórnia, não há nenhuma evidência de que esses mosquitos estão transmitindo zika no estado neste momento", disse o CDPH.

O estado registrou 114 casos de infecções pelo zika, todos em pessoas que tinham viajado para regiões afetadas pelo vírus, em 22 condados da Califórnia desde 29 de julho.

Na segunda-feira, as autoridades da Flórida informaram que foram registrados 14 casos de zika em Miami, os primeiros transmitidos localmente por mosquitos nos Estados Unidos continental.

"Este é um lembrete para os californianos de que o zika pode causar sérios danos a um feto em desenvolvimento", disse a diretora do CDPH, Karen Smith, pedindo às mulheres grávidas que evitem áreas com transmissão do zika.

Não existe cura para o vírus, que causa sintomas brandos como erupção cutânea, dor articular ou infecção ocular. Em 80% dos casos, a infecção passa despercebida.

No entanto, o zika é particularmente perigoso para as mulheres grávidas, visto que pode causar danos permanentes ao feto em desenvolvimento, incluindo a microcefalia, uma condição na qual o bebê nasce com o crânio e o cérebro menores que a média.

Os cientistas estão lutando para encontrar uma maneira de conter o vírus, que está se espalhando em 50 países e territórios, principalmente na América Latina, no Caribe e no estado americano da Flórida.

Três vacinas experimentais contra o zika estão sendo desenvolvidas nos Estados Unidos e apresentaram bons resultados em testes com macacos, de acordo com um artigo publicado na revista Science nesta quinta-feira.

Outras duas vacinas experimentais estão atualmente sendo testadas em humanos nos Estados Unidos e no Canadá.

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