Ao menos 45 mortos em atentado com bomba em hospital do Paquistão

Em Quetta (Paquistão)

  • Naseer Ahmed/Reuters

Ao menos 45 pessoas, incluindo advogados e jornalistas, morreram nesta segunda-feira (8) em um atentado com bomba em um hospital de Quetta, no sudoeste do Paquistão, segundo balanço oficial.

"Há ao menos 45 mortos e 50 feridos", disse o ministro da Saúde da província do Baluchistão, Saleh Baloch.

Trata-se do segundo atentado mais letal cometido no Paquistão neste ano, depois do ataque suicida que no fim de março matou 75 pessoas, entre elas muitas crianças, em um parque de Lahore (leste), onde a minoria cristã celebrava a Páscoa.

A explosão ocorreu num momento em que advogados e jornalistas se concentravam no hospital após o assassinato do presidente do colégio de advogados da província do Baluchistão.

Os corpos jaziam espalhados em meio a um mar de sangue e de cacos de vidro; os sobreviventes, em estado de choque, tentavam se reconfortar mutuamente, disse um jornalista da agência de notícias AFP. Muitas vítimas vestiam terno e gravata.

"Muitos advogados e jornalistas se dirigiram ao hospital depois do assassinato pela manhã do presidente do colégio de advogados do Baluchistão", afirmou Albar Harifal, chefe do departamento de relações interiores da província do Baluchistão, da qual Quetta é a capital.

O presidente do colégio de advogados, Bilal Anwar Kasi, foi abatido por dois indivíduos armados quando saía de sua casa.

Até o momento nenhum grupo reivindicou o assassinato do advogado nem o atentado contra o hospital. Muitos grupos armados (islamitas, antixiitas, separatistas) estão implantados no Baluchistão, uma província fronteiriça com Irã e Afeganistão rica em hidrocarbonetos.

As forças de segurança e os edifícios governamentais paquistaneses são alvos frequentes dos grupos insurgentes.

Os atentados contra hospitais têm precedentes: em 2010, treze pessoas morreram na explosão de uma bomba na unidade de emergências de um hospital de Karachi, onde as vítimas de um atentado cometido pouco antes recebiam atendimento médico.

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