Embaixador chinês defende construção de central nuclear britânica

Londres, 9 Ago 2016 (AFP) - O embaixador chinês em Londres exigiu que o Reino Unido aprove "o mais rápido possível" a construção da central nuclear de Hinkley Point (sudoeste), em um artigo publicado no Financial Times nesta terça-feira.

"A relação entre China e Reino Unido está em um momento histórico crucial. A confiança mútua deve ser cuidada mais do que nunca", escreveu Liu Xiaoming ao jornal britânico.

"Espero que o Reino Unido mantenha a porta aberta para a China e que o governo britânico continue a apoiar Hinkley Point, tomando a sua decisão o mais rapidamente possível para que o projeto comece sem nenhum problema", acrescentou.

O governo da nova primeira-ministra conservadora Theresa May surpreendeu, em 28 de julho, ao anunciar que ainda iria "analisar cuidadosamente" a proposta de Hinkley Point e que tomaria a sua decisão no início do outono.

O anúncio foi feito pouco depois que a empresa francesa EDF decidiu investir na construção de dois reatores nucleares EPR no sudoeste da Inglaterra, uma obra de 21,2 bilhões de euros financiada em um terço pela empresa chinesa CGN.

Esperava-se que a decisão da EDF servisse para superar o último obstáculo antes do início das obras, que deverão estar concluídas em 2025. Mas o novo gabinete de May, que sucedeu David Cameron, defensor do projeto, preferiu esperar, algo que tem preocupado os seus parceiros franceses e chineses.

O chefe de gabinete da primeira-ministra, Nick Timothy, relutante ao projeto de Hinkley Point, disse ser "incompreensível" que o Reino Unido aceite o investimento chinês em sua rede de eletricidade, levando em conta os riscos para a segurança industrial que isto poderia acarretar.

Além disso, alguns adversários do projeto argumentam que a construção de reatores EPR em outras partes do mundo teve inúmeras complicações, aumento de custos e atrasos.

Hinkley Point será a primeira usina nuclear da Grã-Bretanha em décadas, e fornecerá, em 2025, 7% das necessidades energéticas da Grã-Bretanha.

Com um orçamento projetado de 18 bilhões de libras (26 bilhões de dólares), também será uma das usinas nucleares mais caras do mundo.

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