Pai do agressor de Orlando assiste a comício de Hillary

Miami, 9 Ago 2016 (AFP) - O pai do homem que matou 49 pessoas em uma boate gay em Orlando assistiu na segunda-feira (9) a um comício da candidata democrata Hillary Clinton, no centro da Flórida - revelam imagens do evento.

Seddique Mateen, pai de Omar Mateen, foi capturado pelas câmeras no comício de segunda à noite em Kissimmee, 37 km ao sul de Orlando. O homem estava sentado em meio à multidão, atrás da candidata, aparecendo em várias fotos e vídeos.

Seu filho foi responsável pela mais sangrenta tragédia doméstica desde os ataques do 11 de Setembro nos Estados Unidos. Jurando lealdade ao grupo Estado Islâmico (EI), Omar Mateen matou 49 pessoas e feriu 53 na madrugada de 12 de junho na boate Pulse, em Orlando, antes de ser abatido pela Polícia.

Hillary, que corteja esse estado-chave para a vitória na eleição à Presidência em uma turnê sobre emprego, começou seu discurso com uma homenagem aos mortos nesse ataque.

"Por que deveria surpreender? Amo os Estados Unidos e vivi aqui por muito tempo", disse Seddique Mateen, um imigrante do Afeganistão, a uma jornalista do canal local WPTV.

"Queria que meu filho tivesse se alistado no Exército e tivesse lutado contra o EI. Isso teria sido muito melhor", comentou Seddique, que tem colaborado com as autoridades na investigação.

Quando a jornalista o questionou sobre sua presença no evento de campanha, ele justificou seu apoio à democrata: "Hillary Clinton é boa para os Estados Unidos, diferentemente de Donald Trump, que não tem soluções".

Aberto ao público, o ato de campanha foi realizado no Osceola Heritage Park, espaço com capacidade para 3.000 pessoas.

"Esse indivíduo não era um convidado e a campanha não estava a par de sua presença até o fim do evento", disse um dos assessores da campanha de Hillary à NPR, a Rádio Pública Nacional.

Nesta terça, o órgão responsável pela perícia médico-legal do condado de Orange, onde Orlando se situa, divulgou oficialmente os relatórios sobre as 49 necropsias. Os informes apontam que as vítimas receberam 200 disparos no total, sem contar as balas que alcançaram os sobreviventes.

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