Exército russo anuncia cessar-fogo diário de 3h horas ao redor de Aleppo

Moscou, 10 Ago 2016 (AFP) - O exército russo anunciou nesta quarta-feira em Moscou que irá suspender seus ataques todos os dias durante três horas a partir de quinta-feira nos arredores de Aleppo, cidade síria que se tornou o epicentro dos combates entre o regime e os rebeldes.

"A fim de garantir a segurança das colunas (de veículos) que entram em Aleppo por meio da janela humanitária, serão suspensas todas as atividades militares, ataques aéreos e tiros de artilharia. Essa pausa será observada das 10H00 às 13H00 locais", anunciou o general Serguei Roudskoi durante uma coletiva de imprensa.

"Nos últimos quatro dias, as perdas dos rebeldes no sudoeste de Aleppo chegaram a mais de mil mortos e dois mil feridos", acrescentou, chamando aqueles que desejam se render a ir a um dos "sete corredores humanitários" estabelecidos pelo regime de Damasco e seu aliado russo.

As forças de Bashar al-Assad estão se preparando para uma batalha crucial contra os rebeldes pelo controle da segunda maior cidade da Síria, localizada no norte do país.

Ambos os lados têm recebido reforços significativos em homens e armas em Aleppo e seus arredores, depois que os rebeldes quebraram no sábado o cerco imposto pelo regime às zonas sob controle rebelde na cidade dividida desde 2012.

Aproveitando esta contra-ofensiva, os rebeldes cercaram parcialmente os bairros pró-regime em Aleppo, antes de anunciar a sua intenção de tomar toda a cidade, no que seria o maior desafio do conflito que devasta o país há mais de cinco anos.

Centenas de milhares de civis estão bloqueados em Aleppo, sofrendo com a escassez de alimentos e produtos básicos, o que levou a ONU a alertar para a situação.

Na terça-feira, os Estados Unidos e a França exigiram que a ajuda humanitária chegue a Aleppo antes de novas negociações de paz, de acordo com informações coletadas depois de uma reunião do Conselho de Segurança.

Durante a sessão fechada, a Rússia afirmou, por sua vez, que não deve haver nenhuma pré-condição para tais negociações, enquanto a Organização das Nações Unidas espera retomar as discussões no final do mês.

O conflito na Síria já fez mais de 290.000 mortos, levados a fugir mais da metade da população e provocou uma grave crise humanitária.

45 mil combatentes mortos nos últimos dois anosNeste contexto, o general americano Sean MacFarland anunciou nesta quarta-feira que cerca de 45.000 combatentes do grupo Estado Islâmico foram mortos no Iraque e na Síria desde que a coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos começou a bombardeá-lo há dois anos.

"Nós calculamos que nos últimos 11 meses matamos cerca de 25.000 combatentes inimigos. Se acrescentarmos os 20.000 que acreditamos que matamos anteriormente, o número de baixas inimigas se eleva a 45.000 no campo de batalha", afirmou o general.

Segundo ele, o EI dispõe atualmente de 15.000 a 30.000 homens, mas considera que o grupo tem problemas crescentes para aumentar suas fileiras e substituir os mortos em combate.

"O número de combatentes no front diminuiu. Não apenas em quantidade, como em qualidade. Notamos que operam de forma menos eficiente do que antes, o que os torna alvos mais fáceis para nós", declarou, ainda, MacFarland, respondendo aos jornalistas em seu posto de comando em Bagdá.

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