Duplo ataque em balneário tailandês deixa um morto e 19 feridos

Bangcoc, 11 Ago 2016 (AFP) - Um duplo atentado na Tailândia matou uma mulher e feriu 19 pessoas, incluindo turistas estrangeiros, na noite desta quinta-feira (horário local) no popular balneário de Hua Hin, ao sul de Bangcoc, anunciou a Polícia.

As duas explosões ocorreram com trinta minutos de intervalo, perto de bares na zona de vida noturna da cidade, após as 22:00 (12h de Brasília).

"Uma mulher tailandesa foi morta, e no total (...) 19 pessoas ficaram feridas. Desses 19, três estão em estado grave e sete dos feridos são estrangeiros - quatro mulheres e três homens", disse à AFP um agente da polícia local de Hua Hin, acrescentando que há duas holandesas feridas.

"A primeira bomba explodiu diante de um pub" situado na zona turística de Hua Hin, a duas horas de Bangcoc. A segunda bomba explodiu 30 minutos depois, a cerca de 50 metros, em uma zona mais próxima da praia, onde estão vários bares e restaurantes frequentados por turistas.

Os feridos foram hospitalizados em Hua Hin e a imprensa local divulgou imagens de turistas estrangeiros recebendo os primeiros socorros.

Um segundo policial confirmou os ataques a bomba e disse que a polícia ainda está investigando o motivo e o tipo de explosivos usados.

É comum que pequenas explosões atinjam a Tailândia durante períodos de tensão política elevada, mas houve poucos incidentes desse tipo no ano passado, e é raro que locais turísticos sejam alvos.

Os confrontos entre grupos de criminosos também provocam ataques com granadas e explosivos na Tailândia, o que leva a polícia a não descartar qualquer possibilidade.

Hua Hin, uma cidade de resorts luxuosos a duas horas de Bangcoc, é um destino popular para turistas locais e estrangeiros.

No último grande atentado na Tailândia, em agosto de 2015, a explosão de uma bomba plantada em um templo hindu da capital matou 20 pessoas, em sua maioria turistas estrangeiros. Este foi o ataque mais mortífero desse tipo na história recente do país.

O ataque de 2015 em Bangcoc, o pior da história del país, não foi reivindicado, mas as autoridades suspeitam que foi cometido por um grupo ligado à minoria muçulmana uigur da China, sem vínculo com o terrorismo internacional islâmico.

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