EUA denunciam suposto aumento de uso de armas químicas na Síria

Washington, 11 Ago 2016 (AFP) - Os Estados Unidos expressaram sua preocupação nesta quinta-feira (11) com o suposto uso de armas químicas na Síria, como em um ataque em Aleppo relatado na quarta-feira.

Nas últimas semanas, o governo americano evitou confirmar o uso de armas químicas na Síria, apesar de denúncias crescentes, mas nesta quinta-feira a porta-voz do Departamento de Estado, Elizabeth Trudeau, abordou o assunto.

"Examinamos informações, segundo as quais armas químicas teriam sido utilizadas contra civis em Aleppo", disse Trudeau sobre o ataque de quarta-feira em Aleppo, que teria deixado quatro mortos e dezenas de feridos.

"Levamos essas informações muito a sério. Condenamos, como fizemos no passado, todo recurso às armas químicas", acrescentou a porta-voz.

No final de 2013, Estados Unidos e Rússia promoveram na ONU uma resolução para desmantelar o arsenal de armas químicas de Damasco.

A diplomata americana não quis "confirmar" o ataque químico em Aleppo, mas ressaltou que seu país "está muito preocupado com o aumento do número de denúncias sobre o uso de armas químicas nessas últimas semanas".

Se as denúncias contra o governo do presidente Bashar al-Assad forem confirmadas, isso constitui uma "violação" da resolução do Conselho de Segurança, lembrou Trudeau.

Em 3 de agosto, a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Oiac) denunciou o possível uso de cloro durante um bombardeio perto de Aleppo.

Segundo a ONG Observatório Sírio de Direitos Humanos, 24 pessoas disseram sofrer de dificuldades respiratórias depois que barris de explosivos foram lançados sobre a cidade de Saraqeb, perto de Aleppo.

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