Previsão de mais tempestades para esta temporada de furacões no Atlântico

Miami, 11 Ago 2016 (AFP) - Mais tempestades deverão atingir o Atlântico nesta temporada de furacões, com até 17 grandes eventos, anunciaram autoridades dos Estados Unidos nesta quinta-feira.

"Está previsto que a temporada seja a mais ativa desde 2012", informou a Administração Oceânica e Atmosférica Nacional (NOAA).

A previsão anterior, emitida em maio, anunciava entre 10 e 16 grandes tempestades, entre elas quatro a oito furacões. A temporada de furacões no Atlântico vai de 1º junho a 30 novembro.

Agora, quando o pico da temporada de tempestades se aproxima, os especialistas preveem "70% de chances de que haja entre 12 e 17 tempestades nomeadas, das quais entre cinco e oito devem se tornar furacões".

Dois a quatro desses poderiam ser "grandes furacões", de categoria três ou superior e com ventos de 178 a 208 quilômetros por hora, acrescentou a NOAA em um comunicado.

"Nós aumentamos os números porque algumas condições atuais são indicativas de uma temporada de furacões mais ativa, como o fim do El Niño, um cisalhamento do vento mais fraco e ventos alísios mais fracos sobre o Atlântico tropical central, e uma monção mais forte no oeste africano", disse Gerry Bell, meteorologista no Centro de Previsão Climática da NOAA.

O El Niño, uma tendência de aquecimento do oceano, tem contribuído para temporadas de furacões menos ativas nos últimos anos.

O El Niño terminou em julho, e a tendência oposta La Niña - caso chegue a se desenvolver - "provavelmente será fraca e terá pouco impacto sobre a temporada de furacões", acrescentou Bell.

Em 2016, até o momento, houve dois furacões no Atlântico - Alex, que se originou no Atlântico Norte em janeiro, e Earl, que nesta semana provocou deslizamentos de terra no México, matando dezenas de pessoas.

As três outras tempestades tropicais foram Bonnie, que tocou terra na costa da Carolina do Sul; Colin, que atingiu o oeste da Flórida; e Danielle, no leste do México.

"À medida que avançamos em direção ao pico da temporada de furacões, quando os furacões são mais frequentes e, muitas vezes, mais fortes, a NOAA urge aos moradores do litoral que se certifiquem de que têm planos de preparação para furacões e que monitorem as previsões", disse a agência.

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