Ghani 'não está apto para presidir' o Afeganistão, diz premiê

Cabul, 12 Ago 2016 (AFP) - O primeiro-ministro afegão criticou duramente seu aliado Ashraf Ghani, dizendo que ele "não está apto para presidir" o Afeganistão, o que ilustra as profundas divergências internas que ameaçam o governo de união nacional formado graças à mediação dos Estados Unidos.

Abdullah Abdullah fez estas declarações pouco tempo antes da expiração do prazo para o cumprimento das cláusulas estipuladas no acordo de divisão de poder estabelecido após as eleições de 2014, afetadas por fraudes e nas quais os dois campos se autoproclamaram vencedores.

Até setembro, o governo deve ter reformado o sistema eleitoral e emendado a Constituição para criar a função de primeiro-ministro para Abdullah. Os observadores estimam que há poucas chances de que o prazo seja respeitado.

"As reformas eleitorais eram uma das promessas realizadas durante a formação do governo de união nacional. Porque não foram feitas?", disse Abdullah na noite de quinta-feira.

Também se queixou do fato de o presidente não ter se reunido com ele em três meses.

"Você dedica o tempo a que?", perguntou. "Há divergências em todos os governos, mas se alguém não tiver paciência para debater, então não é apto para presidir", prosseguiu.

Abdullah também acusou Ghani de monopolizar o poder e de não consultá-lo sobre as nomeações chave.

A presidência afegã lamentou estas declarações, dizendo que não se ajustam aos princípios de governança e disse que "haverá muito em breve negociações sérias e eficazes".

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