Incêndios de origem duvidosa queimam quase 6.000 hectares na Espanha

Madri, 12 Ago 2016 (AFP) - Os bombeiros lutavam nesta sexta-feira contra 14 incêndios florestais que queimaram 5.800 hectares na Galícia, no noroeste da Espanha, enquanto nas Canárias o incêndio que assolou a ilha de La Palma ficou controlado, indicaram as autoridades das duas regiões.

Nos últimos cinco dias, os focos de incêndio se multiplicaram de maneira preocupante na Galícia, o que levou as autoridades a suspeitarem que poderiam ter sido provocados.

"Não se pode confirmar que os incêndios sejam intencionais até que a polícia diga quais são as causas, mas é certo que nos últimos dias foram encontrados vários artefatos incendiários que nos levam a crer que são provocados", indicou à AFP uma fonte do governo regional.

Por exemplo, na localidade de Arbo, "onde mais de 1.500 hectares queimaram, foram aparecendo cinco focos, um depois do outro", explicou a fonte.

Ángeles Vázquez, conselheira de Meio Rural do governo galego, indicou nesse sentido à Radio Nacional de España que há várias investigações em curso.

Segundo o último balanço das autoridades galegas, às 20h00 locais (15h00 de Brasília) dois dos 14 incêndios ameaçavam zonas povoadas.

Mais dois incêndios foram declarados na tarde deste sexta-feira, e os outros dez foram "estabilizados" ou "controlados" pelos bombeiros, que ainda lutam para extingui-los, segundo o governo da Galícia.

Somando dois fogos que foram extintos nesta sexta-feiraueron , a superfície queimada aumenta para 5.830 hectares.

Por sua vez, a Guarda Civil anunciou ter detido nesta sexta-feira uma mulher de 56 anos na localidade espanhola de Cerceda (província de La Coruña) acusada de ter provocado desde 18 de julho 15 pequenos incêndios que foram rapidamente extintos, perto de sua casa.

Segundo um funcionário desta organização, ao detê-la, os guardas civis "a viram em sete ocasiões (a mulher) colocar velas decorativas" na floresta para provocar incêndios.

Por outro lado, as autoridades do arquipélago das Canárias declararam "controlado" o incêndio que desde 3 de agosto queimou 4.864 hectares na ilha de La Palma.

Isso "significa que foi possível isolar e deter o avanço e a propagação do fogo", à espera de que ele seja completamente liquidado, informaram as autoridades canárias em um comunicado divulgado nesta sexta-feira.

Desde que o fogo foi declarado, foram evacuados em diversas fases do incêndio 3.000 moradores dos quatro municípios afetados. Um total de 568 efetivos e 13 meios aéreos participaram das tarefas.

O incêndio de La Palma também custou a vida de um funcionário ambiental de 54 anos e pai de cinco filhos, encontrado morto no dia 4 de agosto.

Um alemão de 27 anos, Scott Verdini Stump, que segundo a polícia reconheceu ter iniciado o incêndio acidentalmente ao queimar papel higiênico depois de fazer suas necessidades, foi preso no dia 6 sem fiança.

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