ONU nega acusações de espionagem contra um de seus funcionários

Jerusalém, 13 Ago 2016 (AFP) - A ONU negou, neste sábado, as acusações feitas por Israel contra um de seus funcionários palestinos, responsabilizado de ter participado de atividades "terroristas" do Hamas.

Wahid Borsh, um engenheiro de 38 anos que trabalha para o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) na Faixa de Gaza, foi detido em 16 de julho passado e as autoridades israelenses o acusaram nesta semana.

Borsh foi acusado de "ter usado seu posto para fornecer assistência material às atividades terroristas e militares do Hamas", informou a segurança interior de Israel (Shin Beth) em um comunicado publicado pelo governo.

Segundo a acusação, Borsh teria desviado mais de 300 toneladas de material de um projeto gerenciado pelo PNUD. Por sua parte, a organização islamita Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2007, negou qualquer relação.

O PNUD informou em um comunicado que "os escombros em questão haviam sido transportados a seu destino segundo as instruções escritas do ministério de Obras Públicas e Habitação da Autoridade Palestina".

"O PNUD dispõe de toda a documentação sobre o processo, as instruções e o transporte", completou a organização internacional.

Na terça-feira, dia da detenção de Borsh, a ONU expressou sua "preocupação" pelas acusações das autoridades israelenses.

Desde 2008, Israel enfrentou três guerras em Gaza contra o Hamas, classificado como organização terrorista por Israel, Estados Unidos e a União Europeia.

Mais de dois terços da população da Faixa, onde Israel mantém um bloqueio há uma década, sobrevive graças à ajuda internacional, segundo as Nações Unidas.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos