Concluídas as visitas a zonas de concentração das Farc na Colômbia

Bogotá, 15 Ago 2016 (AFP) - Delegados do governo colombiano e das Farc concluíram neste domingo as visitas às zonas onde se concentrará a guerrilha após a eventual aprovação de um acordo de paz, informaram as partes.

"As delegações do Governo Nacional e das Farc-EP informamos que depois de seis dias de intenso trabalho simultâneo em várias regiões do país, hoje finalizamos as visitas técnicas às 'veredas'" (seções administrativas municipais), onde os insurgentes se concentrariam, afirmaram em comunicado conjunto.

Nestas zonas se reunirão os rebeldes durante seu desarmamento, como parte do cessar-fogo bilateral e definitivo pactuado em junho, e que entrará em vigor assim que for assinado o acordo final de paz, provavelmente nas próximas semanas. O acordo deverá, em seguida, ser referendado em consulta popular.

"Nas visitas realizadas, as equipes técnicas formadas por engenheiros, cartógrafos, topógrafos, com o apoio de tecnologia por satélite, coletaram mais de 800 imagens e fotos aéreas, assim como informação para que a Mesa de Conversações em Havana tome as decisões finais" sobre a localização das zonas, explicaram.

O governo de Juan Manuel Santos e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas) negociam desde 2012, em Cuba, o fim de um conflito armado de mais de meio século.

A missão percorreu 22 das 23 zonas de 'vereda' acordadas na mesa de negociação, localizadas em 15 departamentos (estados) do país, e o local em que serão montados os oito acampamentos onde os guerrilheiros se reunirão.

"De comum acordo, decidimos adiar a visita técnica à vereda proposta no município de Caldono, Cauca (oeste)", afirmaram, sem explicar a razão.

Participaram das visitas 150 delegados do governo, entre eles o general do Exército Javier Flórez, assim como 33 guerrilheiros que chegaram de Havana sob o comando do negociador insurgente Carlos Antonio Lozada e os chefes das frentes das Farc nestas áreas.

Também participaram representantes de Cuba e Noruega, países garantidores das negociações, e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV). A eles se somaram alguns governadores e prefeitos das regiões onde se situarão as zonas de concentração e observadores internacionais da missão da ONU na Colômbia.

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