EUA vão soltar 15 presos de Guantánamo, segundo Anistia Internacional

Washington, 15 Ago 2016 (AFP) - Os Estados Unidos vão libertar 15 presos do presídio militar de Guantánamo (Cuba), instalação aberta após os atentados do 11 de Setembro para prender os detentos da "guerra contra o terrorismo" deflagrada pelo presidente George W. Bush - anunciou a ONG Anistia Internacional, nesta segunda-feira (15).

Se a soltura se confirmar, o número de reclusos nessa unidade prisional cairá para 61. Desde 2009, quando chegou à Casa Branca, o presidente Barack Obama promete fechar o local.

O Pentágono ainda não comentou a informação da Anistia.

"Isso significa uma importante rejeição à ideia de que Guantánamo vai permanecer aberta por tempo indeterminado", disse à AFP o diretor do programa de Segurança e de Direitos Humanos da Anistia Internacional nos Estados Unidos, Naureen Shah.

De acordo com Shah, todos devem ser enviados aos Emirados Árabes Unidos. Um dos que esperam pela transferência é um afegão chamado Obaidullah, suspeito de esconder minas antipessoais em 2001.

Obaidullah foi detido há 14 anos e ainda não foi processado, assim como a grande maioria das pessoas levadas para esse presídio americano em território cubano.

Pela prisão de Guantánamo, passaram cerca de 780 reclusos desde sua abertura, pouco depois da invasão americana ao Afeganistão, no final de 2001.

O presidente Barack Obama se comprometeu a fechá-la antes de terminar seu mandato, mas a maioria republicana no Congresso se mantém firme contra essa iniciativa.

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