Recomendada demissão de sete policiais de Chicago por morte de homem negro

Chicago, 18 Ago 2016 (AFP) - O chefe da Polícia de Chicago anunciou nesta quinta-feira que recomendará a demissão de sete policiais acusados de apresentar falsos relatórios sobre os disparos que mataram um adolescente negro.

Um vídeo da morte a tiros de Laguan McDonald, de 17 anos, ocorrida em 2014, conduziu a uma investigação do Departamento de Polícia de Chicago, em um dos vários casos de policiais que mataram afro-americanos e causaram protestos em todo o país.

O agente que disparou 16 vezes em McDonald, Jason Van Dyke, foi acusado de assassinato em primeiro grau e espera seu julgamento, enquanto outros dez companheiros foram acusados de encobrir o homicídio.

O superintendente Eddie Jonshon concluiu que sete desses policiais deveriam ser demitidos após a revisão dos documentos, do vídeo e da evidência adicional, segundo assinalou seu escritório em um comunicado.

As declarações dos policiais sobre os disparos contra McDonald violaram a regra que proíbe "fazer falsos relatórios, escritos e orais", disse o porta-voz da polícia de Chicago, Anthony Guglielmi.

"Os agentes foram destituídos de suas responsabilidades policiais", acrescentou.

Seu destino será decidido por um conjunto de policiais, liderado pelo prefeito Rahm Emanuel, e ante o qual Johnson recomendou que os sete envolvidos fossem despedidos.

Os dez policiais corroboraram com a versão que Dyke deu sobre os disparos, mas que foi confirmada com falsa após a publicação do vídeo, em que se vê o policial atirando contra o adolescente, inclusive quando ele se afasta e depois que cai no chão.

O inspetor geral da cidade recomendou que despedissem os dez policiais, mas dois deles se aposentaram após o incidente e Johnson não entrou em acordo na demissão de um terceiro.

O Departamento de Justiça americano abriu uma investigação federal de direitos civis contra a polícia em Chicago e o prefeito da cidade criou uma unidade para estudar as iniquidades raciais nas operações policiais.

O estudo revelou que 74% dos disparos policiais nos últimos anos foram contra negros, ainda que a comunidade afro-americana represente somente um terço da população em Chicago.

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