Reviravolta no caso dos atletas assaltados: vídeo revela briga em posto de gasolina

Rio de Janeiro, 18 Ago 2016 (AFP) - Os quatro nadadores olímpicos americanos que denunciaram terem sido assaltados por homens disfarçados de policiais no Rio na realidade tiveram uma briga com um segurança armado depois de depredar um posto de gasolina, informaram nesta quinta-feira meios de comunicação do Brasil e dos Estados Unidos.

As notícias divulgadas nos sites ABC News e G1 afirmam que o incidente ocorreu quando os nadadores voltavam de uma festa e foi filmado por uma câmera de segurança.

Citando a polícia carioca, o G1 afirma que os atletas pararam no posto de gasolina em um táxi para usar o banheiro. O site cita o gerente do posto de gasolina, que teria afirmado que os americanos depredaram o banheiro e urinaram na parede.

Eles quebraram a porta do banheiro e tentaram sair sem pagar os danos, mas o segurança do posto puxou sua arma para fazê-los permanecer no local até a chegada da polícia, iniciando o confronto, segundo o G1.

A ABC citou uma fonte da polícia carioca não identificada que afirma que o vídeo mostra um nadador "quebrando a porta do banheiro do posto de gasolina e brigando com um segurança".

Ryan Lochte, Jack Conger, Gunnar Bentz e James Feigen disseram inicialmente ter sido roubados por uma pessoa que alegava ser um policial na madrugada de domingo.

O incidente provocou mal-estar entre as autoridades olímpicas, trazendo à tona os temores sobre a segurança durante os Jogos, evento para o qual o Brasil mobilizou 85.000 policiais e militares - o dobro em relação a Londres-2012.

No entanto, a polícia logo levantou dúvidas sobre a veracidade dos relatos e os nadadores podem enfrentar acusações por alegações falsas.

Lochte está nos Estados Unidos. Conger e Bentz foram detidos pela polícia brasileira na quarta-feira quando estavam prestes a decolar do aeroporto internacional rumo aos Estados Unidos.

Já o paradeiro de Feigen permanece incerto.

Escândalo internacionalO escândalo ofuscou as atividades esportivas na segunda semana dos Jogos Olímpicos, ocorrendo simultanemante à prisão no Rio do membro do COI Patrick Hickey por ligação com a revenda ilegal de ingressos dos Jogos.

Hickey, que passou mal durante sua prisão na quarta-feira, deve prestar um depoimento assim que receber alta do hospital.

Conger e Bentz foram retirados do avião por ordem da juíza brasileira Keyla Blanc na quarta-feira, citando inconsistências em seus depoimentos.

Os dois nadadores foram liberados mais tarde "com o entendimento de que irão continuar com suas discussões sobre o incidente nesta quinta-feira", disse Patrick Sandusky, porta-voz do Comitê Olímpico americano.

A polícia do Rio disse que os agentes atualmente analisavam o conteúdo do testemunho já recolhido na investigação.

Assalto inventadoLochte, um dos rostos mais conhecidos da equipe olímpica dos Estados Unidos, contou em sua declaração à polícia que ele e seus três colegas foram assaltados à mão armada por homens vestidos de policiais que pararam seu carro quando saíam de táxi de uma festa na Casa da França, na madrugada de domingo, rumo à Vila Olímpica.

Sua história chocante chamou a atenção em todo o mundo.

Lochte disse que teve uma arma apontada para sua cabeça durante o assalto, enquanto o taxista foi obrigado a abandonar o veículo e os criminosos ordenaram que deitassem no chão para roubá-los.

"O homem sacou a arma e apontou para a minha cabeça dizendo: deita", contou Lochte. "Ele levou meu dinheiro e minha carteira, deixou meu celular e minhas credenciais", acrescentou.

O aparente crime tocou num assunto delicado no Rio de Janeiro. Além dos vários incidentes de roubos de atletas olímpicos e meios de comunicação, um ministro do governo português foi assaltado no Leblon.

Nesta quinta-feira, autoridades olímpicas britânicas informaram que um atleta foi roubado quando voltava à Vila Olímpica, mas estava "seguro e bem".

O jornal The Guardian informou que os atletas britânicos agora foram alertados a evitar deixar a Vila Olímpica para a sua própria segurança.

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