Militar turco refugiado na Grécia é interrogado

Atenas, 19 Ago 2016 (AFP) - O serviço de asilo grego anunciou ter iniciado nesta sexta-feira a audiência do primeiro dos oito militares turcos que pediram asilo na Grécia após o golpe de Estado frustrado de 15 de julho, e cuja extradição é pedida pela Turquia.

Este oficial, o capitão Feridun Coban, segundo a advogada do grupo, Stavroula Tomara, foi levado à sede do serviço de asilo na manhã desta sexta-feira, nos arredores de Atenas e longe das câmeras.

Seus colegas - dois comandantes, outros seis capitães e dois sargentos - serão interrogados posteriormente de forma individual a partir de segunda-feira. Não é esperada nenhuma decisão sobre seus pedidos "antes de dois ou três meses", segundo o gabinete de imprensa do serviço de asilo.

O caso dos oito militares, que fugiram da Grécia algumas horas depois do golpe de Estado frustrado de 15 de julho, "segue um procedimento totalmente normal", afirma este serviço. O caso incomoda na Grécia devido as suas delicadas relações com Ancara, ainda mais complicadas pelo êxodo de migrantes e refugiados à Europa.

A Grécia indicou na quinta-feira ter recebido o pedido de extradição dos oito militares emitido pela Turquia, que os acusa de ter participado da tentativa de golpe, o que eles negam.

O grupo pediu asilo depois de chegar a Alexandroupolis, perto da fronteira greco-turca, no dia 16 de julho de helicóptero. A aeronave foi autorizada a pousar após emitir um sinal de socorro.

Os oito militares foram detidos em sua chegada e condenados a dois meses de prisão com suspensão de pena por entrada ilegal. Estão retidos em uma delegacia dos arredores de Atenas.

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