Julgamento por atentado em Bancoc é adiado por falta de tradutores

Em Bancoc

O Tribunal militar que deveria julgar nesta terça-feira (23) os dois suspeitos do atentado em Bancoc de agosto de 2015 anunciou que o processo foi adiado por falta de tradutores do uigur, língua da minoria muçulmana da China à qual os acusados pertencem.

O juiz anunciou no primeiro dia da audiência que o julgamento será adiado até 15 de setembro, segundo uma jornalista da AFP no local. O juiz militar não indicou seu nome e a tomada de notas estava proibida na audiência.

No entanto, os dois suspeitos, Yusufu Mieraili e Bilal Mohammed, ambos uigures, foram levados na manhã desta terça-feira ante a Corte, que se limitou a constatar a falta de tradutor.

O juiz explicou que não teve tempo de encontrar um novo tradutor, segundo a jornalista da AFP. O tradutor anterior está foragido desde junho no âmbito de uma questão sombria relacionada à posse de drogas.

O tradutor acusou a polícia de ter colocado as drogas em sua posse para puni-lo por ter ajudado os uigures aceitando ser seu tradutor.

"Está foragido e não foi ao Tribunal nesta manhã, o processo terá que ser adiado", disse o advogado Schoochart Kanpai.

O julgamento dos dois supostos autores de um atentado que deixou 20 mortos em Bancoc em agosto de 2015 era muito esperado na Tailândia, devido às suspeitas sobre os métodos da investigação e à vontade das autoridades de enterrar o caso.

Trata-se do atentado mais mortífero já cometido no país.

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