ONU condena 'energicamente' lançamento de mísseis norte-coreanos

Nações Unidas, Estados Unidos, 6 Set 2016 (AFP) - O Conselho de Segurança das Nações Unidas declarou, nesta terça-feira (6), que "condena firmemente" os últimos disparos de mísseis balísticos norte-coreanos e ameaçou tomar "medidas significativas adicionais" contra Pyongyang.

A declaração do Conselho foi adotada por unanimidade de seus 15 membros, incluindo a China, principal aliado do regime norte-coreano.

De acordo com a nota, o órgão vai continuar "monitorando estreitamente a situação e tomando medidas suplementares significativas". Não há detalhes sobre a natureza dessas medidas.

O organismo das Nações Unidas funcionou a portas fechadas nesta terça, um dia depois de a Coreia do Norte ter lançado três mísseis em plena reunião do G20 na China.

Esses lançamentos, aponta o texto, constituem "graves violações às resoluções" da ONU, que proíbem Pyongyang de realizar qualquer atividade balística, ou nuclear, sob pena de sanções.

Os 15 integrantes do Conselho "observam que as atividades (balísticas) da Coreia do Norte contribuem para o desenvolvimento, por parte de seu governo, de vetores de armas nucleares e geram um aumento da tensão", motivo pelo qual se declaram "muito preocupados".

Desde abril, o governo norte-coreano lançou 11 séries de disparos de mísseis, "com um flagrante desprezo pelas repetidas declarações do Conselho de Segurança".

Em março, o Conselho havia adotado as mais duras sanções econômicas e comerciais contra a Coreia do Norte, mas o país levou adiante seus programas militares.

Os mísseis foram lançados à meia-noite de segunda (5), do oeste da Coreia do Norte, e caíram no mar do Japão, o mar Oriental, menos de 15 dias depois do lançamento de um projétil de um submarino norte-coreano.

Depois da reunião, os representantes diplomáticos de Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul conversaram juntos com os jornalistas para denunciar mais uma vez os programas militares norte-coreanos.

"Com cada ensaio, com cada violação das resoluções da ONU - e houve 22 desde o início do ano -, a Coreia do Norte demonstra que avança em seu programa balístico", destacou a embaixadora estadounidense, Samantha Power.

"O Conselho deve se manter unido e sem equívocos em sua condenação desses ensaios, e nós temos de agir para aplicar nossas resoluções", acrescentou.

Interrogada sobre as possibilidades de que o Conselho aprove uma declaração unânime, Samantha lembrou que, no final de agosto, o organismo havia elaborado uma resposta aos testes precedentes.

O embaixador japonês, Koro Bessho, afirmou que, durante a reunião, "todos os países-membros haviam denunciado os disparos como violações flagrantes das resoluções da ONU".

As resoluções da ONU proíbem a Coreia do Norte de usar qualquer tecnologia de mísseis balísticos. O país já foi alvo de cinco séries de sanções desde seus primeiros ensaios nucleares, em 2006.

Já o embaixador francês, François Delattre, considerou que os ensaios norte-coreanos constituem "uma ameaça à paz e à segurança internacional".

"A Coreia do Norte tem de saber que as provocações apenas provocarão mais pressão e um isolamento mais profundo", disse nesta terça o presidente Barack Obama, após conversar com a presidente sul-coreana, Park Geun-hye, em Laos.

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