Israel admite que palestino morto não estava envolvido em ataque

Jerusalém, 7 Set 2016 (AFP) - A polícia de Israel informou que um palestino morto por guardas de fronteira na segunda-feira em Jerusalém Oriental não estava envolvido em nenhum atentado, como foi informado em um primeiro momento.

Ao mesmo tempo, indicou que outro homem, que dirigia o carro em que o palestino foi morto, é suspeito de homicídio por ter provocado a morte de seu passageiro.

Mustafa Nimr foi morto pelos guardas de fronteira no campo de refugiados de Shuafat, em Jerusalém Oriental, quando estava a bordo de um carro dirigido por seu primo Ali Nimr, residente no local.

Os policiais abriram fogo contra o carro, que estava a grande velocidade, e atingiram Ali Nimr e mataram Mustafa Nimr.

Na versão apresentada após o incidente, a polícia afirmou que o carro havia tentado atropelar os agentes israelenses.

Mas na verdade, segundo o jornal Haaretz, os dois primos retornavam ao campo depois de passar a noite fora.

Atrás deles estava outro carro, com o irmão e a namorada de Mustafah Nimr, segundo o mesmo jornal. De acordo com testemunhas, os dois veículos disputavam uma corrida e os motoristas não viram os policiais.

Uma investigação foi aberta contra Ali Nimr por "homicídio, homicídio culposo, direção sem habilitação e sob a influência do álcool e por colocar em perigo a vida de terceiros", afirmou Luba Samri, porta-voz da polícia.

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