Oposição síria apresenta em Londres um plano de transição política

Londres, 7 Set 2016 (AFP) - A oposição síria apresentou nesta quarta-feira em Londres um plano de transição política que incluirá, segundo o ministro britânico das Relações Exteriores, Boris Johnson, uma fase de seis meses de negociações entre o atual regime e seus opositores.

Johnson recebeu nesta quarta-feira integrantes do Alto Comitê de Negociações (ACN), formado pelos principais representantes da oposição e da rebelião da Síria.

O ministro britânico afirmou ao jornal The Times que as propostas da oposição incluem uma fase de seis meses de negociações.

Durante os 18 primeiros meses, o país seria administrado por um governo de transição integrado por membros da oposição, representantes do atual governo e membros da sociedade civil.

"A visão está baseada na declaração de Genebra de 2012 e nas resoluções da ONU correspondentes que destacam a importância de uma saída (do presidente) Bashar al-Asad e de sua camarilha", destacou o ACN em um comunicado.

O projeto compreende "mecanismos para acabar com qualquer forma de intervenção externa", assim como um "amplo programa para lutar contra o terrorismo e erradicar a ideologia extremista".

O programa também busca "responder à crise econômica" com o lançamento de "projetos de reconstrução e a restauração de infraestruturas" destruídas ou danificadas durante a guerra, afirma o comunicado.

Boris Johnson considerou que o projeto da oposição não pretende acabar com toda a estrutura estatal.

"Isto foi um dos erros do Iraque e não deve se repetir na Síria", declarou ao Times.

Além disso, Johnson pediu ao presidente sírio que deixe o cargo e afirmou que seria possível evitar um tumulto como o que foi observado após a queda do presidente iraquiano Saddam Hussein em 2003.

"Por quê aconteceria o mesmo? Assad não é um homem forte, e sim um líder frágil e aterrorizante que nunca poderá mantar seu unido depois dos massacres que produziu", disse Johnson.

O conflito sírio, iniciado em 2011, provocou mais de 290.000 mortes e obrigou milhões de pessoas a abandonar suas casas.

rsc-eg/fp

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