Justiça sueca mantém ordem de detenção contra Julian Assange

Estocolmo, 16 Set 2016 (AFP) - Um tribunal de apelação sueco manteve nesta sexta-feira a ordem de detenção internacional contra o fundador do WikiLeaks, o australiano Julian Assange, pelas acusações de estupro que pesam sobre ele desde 2010.

O tribunal de apelação de Estocolmo anunciou em um comunicado que Assange, refugiado desde 2012 na embaixada do Equador em Londres, seguirá "detido in absentia", acrescentando que compartilhava a avaliação do tribunal do distrito (a instância inferior) de que Assange "ainda é suspeito de estupro" e de que existe o "risco de que escape de um processo judicial ou de uma condenação".

Pela oitava vez em seis anos, um tribunal sueco rejeitou um recurso de Assange para evitar a extradição do Reino Unido à Suécia.

O australiano e sua defesa pedem que a ordem de detenção seja retirada, ao considerar que, se for executada, ele será extraditado aos Estados Unidos para ser julgado pela divulgação de centenas de milhares de documentos secretos através do WikiLeaks.

O ex-hacker nega firmemente as alegações contra ele, denunciando uma manobra dos Estados Unidos.

A decisão do tribunal de apelação de Estocolmo pode ser recorrida, por sua vez, ante o tribunal supremo da Suécia, se ele aceitar tramitá-lo.

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