Trégua na Síria continua em vigor; combates e bombardeios limitados

Beirute, 17 Set 2016 (AFP) - Vários combates e bombardeios limitados foram registrados na madrugada e na manhã deste sábado na Síria, onde a trégua pactada por Rússia e Estados Unidos se mantém globalmente há cinco dias, apesar das infrações.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), vários combates foram registrados a leste de Damasco, na Ghutta Oriental, onde as forças do regime tentaram avançar perto de Marej, nas mãos dos rebeldes.

Além disso, uma mulher e uma criança morreram neste sábado pelos bombardeios do regime em Talbise, na província de Homs (centro), segundo o OSDH.

No norte desta província, os aviões bombardearam Teit Malehet e foram registrados combates em duas localidades limítrofes, onde os rebeldes também se encontram.

Por outro lado, foram bombardeadas posições rebeldes na região montanhosa de Jabal al Akrad (a montanha dos curdos), situada na província de Latakia (oeste).

O OSDH não informou a nacionalidade dos aviões que realizaram os bombardeios em Homs e Latakia, mas disse que foram enviados reforços, tanto pelos rebeldes quanto pelo regime, na região montanhosa de Latakia.

O presidente russo, Vladimir Putin, declarou neste sábado que seu país cumpria sua parte no acordo sobre a Síria, já que o regime sírio "respeita plenamente" a trégua, mas acusou os rebeldes de usar o cessar-fogo para se "reagrupar".

"Vemos tentativas de se reagruparem entre estes terroristas", declarou Putin, segundo a agência de notícias russa Interfax. "Quanto à Rússia, cumpre totalmente com suas obrigações", declarou, lembrando que seu governo alcançou os acordos necessários com as forças do regime.

"Isso é o que vemos e é triste", acrescentou, afirmando que Washington enfrenta o "problema bastante difícil (...) de separar a oposição (do presidente sírio, Bashar al-Assad) dos terroristas".

Putin disse ainda que Washington, aparentemente, "tem o desejo de manter a capacidade de lutar contra o legítimo governo do presidente Bashar al-Assad", algo que classificou de "caminho muito perigoso".

Em Aleppo (norte), o front principal, reinava a calma desde segunda-feira, mas a ajuda humanitária prevista no acordo russo-americano ainda não havia chegado neste sábado, já que os militares não se retiraram da estrada do Castello.

Situada ao norte da cidade, a ONU escolheu esta rota para levar a ajuda humanitária aos bairros rebeldes, onde quase 250.000 pessoas vivem em condições muito precárias.

"Não ocorreram avanços, mas a ONU está disposta a agir a partir do momento em que obtiver a autorização", afirmou à AFP um porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários das Nações Unidas (OCHA).

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