Violência na República Democrática do Congo deixa 17 mortos

Kinshasa, 19 Set 2016 (AFP) - Dezessete pessoas morreram nesta segunda-feira em Kinshasa em atos de violência antes de uma manifestação opositora para pedir a saída do presidente Joseph Kabila, informou o ministro do Interior, Évariste Boshab, ao afirmar que este balanço é "provisório".

Foram registrados "17 mortos", dos quais 14 são civis. As outras três vítimas são policiais, e um deles foi "queimado vivo", acrescentou Boshab em uma coletiva de imprensa.

Esses são os piores tumultos registrados em Kinshasa desde os protestos contra o governo em janeiro de 2015, onde dezenas de pessoas morreram.

"A cidade de Kinshasa acaba de enfrentar um movimento de insurreição que fracassou", afirmou o ministro, que acusou os manifestantes de terem decidido deliberadamente não respeitar o itinerário definido pelas autoridades.

No início do dia, jovens que gritavam palavras de ordem contra Kabila atiraram pedras contra a polícia em uma das principais avenidas da cidade.

Os manifestantes montaram barricadas com pneus e uma densa nuvem de fumaça deixou vários veículos queimados.

Os protestos desta segunda-feira, convocadas pela oposição, tinham como objetivo dar um "pré-aviso" a Kabila, três meses antes do final de seu mandato, previsto para o dia 20 de dezembro, e para exigir a convocação das eleições presidenciais.

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