Trump propõe mais revistas policiais para reduzir violência

Washington, 22 Set 2016 (AFP) - O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, Donald Trump, foi criticado nesta quinta-feira por convocar a utilizar de maneira generalizada uma técnica de intervenção arbitrária que foi rejeitada pela justiça por considerar que é discriminatória contra os negros.

Esta técnica, conhecida como "stop and frisk", autoriza os policiais a parar uma pessoa na rua sem que ela tenha cometido nenhuma infração, com o objetivo de que seja revistada rapidamente para verificar se está armada. Nos Estados Unidos geralmente a polícia precisa ter uma suspeita de que uma infracção foi cometida para interpelar um indivíduo.

A cidade de Nova York utilizou esta técnica, mas ela foi abandonada por decisão judicial depois que defensores de direitos humanos demonstraram que é aplicada de maneira desproporcional contra negros e hispânicos.

O candidato republicano à Casa Branca foi questionado na quarta-feira pela rede Fox News sobre sua proposta para reduzir a violência, particularmente na comunidade negra.

"Uma das coisas que faria são as revistas indiscriminadas, penso que falta isso. Fizeram isso em Nova York e foi incrivelmente bem. É preciso ser proativo para solucionar isso", explicou.

Mas nesta quinta-feira afirmou que não falava de generalizar estas revistas em nível nacional, e sim de limitá-las à cidade de Chicago, afetada por um aumento dos níveis de violência com arma de fogo.

"Falei de Chicago", disse Donald Trump. "Quando 3.000 pessoas foram baleadas e estão mortas, é pior que o Afeganistão ou que os países em guerra", justificou o candidato, que disse que esta cidade americana precisa aplicar este tipo de ação.

Os democratas e aliados da candidata Hillary Clinton denunciaram Trump como irresponsável.

"Donald Trump fala de revistas indiscriminadas como se soubesse de algo sobre isso", declarou o prefeito de Nova York, Bill de Blasio, à CNN. Se este método de controle for restituído, "as tensões aumentarão entre a polícia e a população", afirmou.

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