Matthew se converte em furacão de categoria 5 no Caribe

Miami, 1 Out 2016 (AFP) - Matthew ganhou força na noite desta sexta-feira e se transformou em furacão de categoria 5 - a máxima da escala Saffir-Simpson - sobre o Mar do Caribe, ao norte da fronteira entre Colômbia e Venezuela, com ventos de 260 km/hora.

"É o furacão mais forte no Atlântico desde Félix, em 2007", informou o Centro Nacional de Furacões (NHC), com sede em Miami, em um boletim emitido às 03H00 GMT (24H00 Brasília).

Matthew está 125 km a noroeste de Punta Gallinas, na Colômbia, e se desloca para oeste a 11 km por hora, segundo o NHC.

O Centro emitiu uma advertência para o litoral da Península de la Guajira, na fronteira entre Colômbia e Venezuela, e um alerta de furacão para a Jamaica.

Também emitiu um alerta de tempestade tropical para o sul da República Dominicana e o Haiti.

Uma advertência significa que as condições meteorológicas indicadas são iminentes, enquanto o alerta aponta que tais condições são prováveis.

A Colômbia emitiu um alarme de "alta periculosidade" para a região, o máximo nível de uma escala que vai até quatro.

"De acordo com as projeções, o centro de Matthew passará pelo norte da Península de la Guajira esta noite (sexta-feira) e percorrerá o centro do mar do Caribe no sábado, até passar perto da Jamaica no domingo".

Os fortes ventos do furacão se estendem por 55 km, a partir do seu centro, enquanto os ventos com força de tempestade tropical chegam a uma distância de até 315 km a partir do olho de Matthew, que virará em direção ao noroeste na noite de sábado.

"A previsão é que Matthew continuará sendo um poderoso furacão até domingo", segundo o NHC.

Até sábado, espera-se entre 50 mm e 100 mm de chuvas nas ilhas holandesas de Aruba, Bonaire e Curaçao (conhecidas como ilhas ABC) e partes das costas da Colômbia e da Venezuela, desde a venezuelana Coro até a cidade colombiana de Riohacha.

A Jamaica e o sudoeste do Haiti devem esperar precipitações de até 380 mm, que podem causar inundações e deslizamentos de terra.

O fenômeno também vai gerar ondas fortes e correntes perigosas em Porto Rico, La Española, ilhas ABC, Venezuela e Colômbia nos próximos dias, acrescentou o NHC.

A temporada de furacões do Atlântico vai de 1º de junho a 30 de novembro. Este ano, porém, o primeiro furacão, Alex, formou-se em janeiro, em um episódio meteorológico incomum.

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