Quando Paris vira um pesadelo para os famosos

Paris, 3 Out 2016 (AFP) - Em uma cidade que ainda tenta se recompor após os atentados de 2015, o assalto à mão armada da estrela do reality show americano Kim Kardashian, nesse domingo à noite em Paris, é um novo golpe para a imagem da capital francesa.

O caso da rainha das redes sociais é isolado, mas existem alguns precedentes de celebridades para quem a Cidade Luz deixou um sabor amargo.

- Courtney Love: "mais segura em Bagdá" -Em junho de 2015, a roqueira americana Courtney Love se viu em meio a um protesto de taxis parisienses contra o serviço Uber. Love, viúva do cantor Kurt Cobain, escreveu em sua conta no Twitter que seu veículo foi atacado com barras de metal por um grupo de grevistas ao sair do aeroporto de Paris.

"O caso de Courtney Love é um dos mais famosos porque apareceu nas redes sociais, escreveu muito rápido o que aconteceu no Twitter e até questionou o presidente da França, François Hollande", lembra Laurence Pieau, diretora da revista francesa Closer.

"Isso é a França? Me sinto mais segura em Bagdá", escreveu Love em uma mensagem que foi retuitada mais de 5.000 vezes.

- Rihanna: caos em uma estação de trem -A cantora de Barbados guarda uma lembrança amarga de sua chegada em 2012 na estação de trens Gare du Nord de Paris.

Vindo de Londres, a intérprete de "Diamonds" publicou uma foto no Twitter em que se vê o lugar e a hora da chegada de seu trem à capital francesa, sem se dar conta que milhares de fãs iriam para a estação para recebê-la.

Presa em meio a uma avalanche de fãs, Rihanna atacou os parisienses nas redes sociais. "Os franceses estão completamente loucos", "tive que brigar para sair da estação de trem", escreveu indignada.

- Natalie Portman: nervosa em Paris -Após a renúncia de seu marido, o coréografo francés Benjamin Millepied, da Ópera de Paris, em fevereiro de 2016, Natalie Portman não pensou duas vezes antes de voltar a morar em Los Angeles após viver dois anos na capital francesa.

Em uma entrevista para a revista Hollywood Reporter, a atriz nascida em Israel, que se mudou para Paris dois meses antes dos atentados contra o semanário Charlie Hebdo e um supermercado kosher, afirmou que se sentia nervosa sendo uma judia na França.

Ao voltar para Los Angeles, a intérprete de "Black Swan" se mostrou muito dura com os franceses em uma entrevista para o jornal britânico The Guardian, que taxou como pessoas extremamente "críticas".

Em Paris "não se pode andar nas ruas com roupa esportiva ou com sandálias (...) É agradável voltar para um lugar onde a pessoa é simplesmente livre".

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