Rússia se nega a apoiar projeto francês de cessar-fogo em Aleppo

Nações Unidas, Estados Unidos, 3 Out 2016 (AFP) - A Rússia informou nesta segunda-feira que não apoia o projeto francês de cessar-fogo na cidade síria de Aleppo apresentado pela França no Conselho de Segurança da ONU e que está sendo estudado pelos 15 países-membros.

"Não apoiamos, a princípio, este tipo de medida politizada destinada a utilizar o Conselho de Segurança para aumentar a pressão sobre a Síria e a Rússia", afirmou Guenadi Gatilov, vice-ministro russo de Relações Exteriores, citado por agências de notícias russas, que não esclareceram se Moscou vetaria o projeto.

Aleppo tem estado sob ataques aéreos com bombardeios diários desde que o Exército sírio anunciou em 22 de setembro uma ofensiva para recuperar a zona leste da cidade das mãos dos rebeldes.

O texto do projeto elaborado pela França, o qual a AFP obteve uma cópia nesta segunda-feira, circulou durante o fim de semana entre os membros do Conselho de Segurança e poderia ser votado esta semana, disseram os diplomatas.

Trata-se da última tentativa para que a Rússia e o governo de Damasco detenham a operação aérea sobre Aleppo, que já provocou a indignação internacional, especialmente pelos bombardeios a hospitais.

"É nossa responsabilidade fazer tudo que for humanamente possível" ao tratar de unir o conselho em um esforço "para terminar com o martírio de Aleppo", disse à AFP o embaixador francês, François Delattre.

O texto solicita ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que apresente, rapidamente, opções para ter um mecanismo de monitoramento do cessar-fogo com a ajuda de 23 países que darão respaldo ao processo de paz na Síria.

Esse texto também pede que seja restabelecido o cessar-fogo, conforme o acordo russo-americano, com o objetivo de permitir a distribuição de ajuda humanitária à população cercada dos bairros rebeldes de Aleppo e de interromper os voos de aparelhos militares sobre a cidade.

Além disso, ameaça tomar "outras medidas" se o fim das hostilidades não for respeitado, mas não faz referência à aplicação do capítulo 7 da Carta da ONU, que autoriza o uso da força e a aprovação de sanções.

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