Alto Comissário de Direitos Humanos quer limitar veto no Conselho de Segurança

Genebra, 4 Out 2016 (AFP) - A tragédia da cidade síria de Aleppo exige que seja limitado o direito de veto dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, declarou nesta terça-feira o Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, o jordaniano Zeid Ra'ad Al Hussein.

"Estou firmemente convencido de que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deve, sem demora, adotar critérios para impedir que seus membros utilizem o direito de veto quando existem preocupações graves com relação a possíveis crimes de guerra, crimes contra a humanidade ou genocídio", declarou Al Hussein.

Os cinco países membros permanentes do Conselho de Segurança com direito de veto são Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China.

"Esta iniciativa crucial permitiria ao Conselho de Segurança das Nações Unidas reenviar a situação na Síria ante o Tribunal Penal Internacional (TPI)", explicou.

Diante dos crimes cometidos na Síria, o Alto Comissariado das Nações Unidas e a Comissão de Investigação da ONU sobre a Síria pediram em várias ocasiões que o assunto seja enviado ao TPI.

Esta possibilidade parece pouco verossímil pelo fato de que o Conselho de Segurança está dividido em relação à Síria e a Rússia seguir protegendo seu aliado sírio.

"Não nos esqueçamos de que a destruição de cidades como Varsóvia, Stalingrado e Dresden e o horror infligido aos civis contribuíram fortemente para a criação das Nações Unidas. Não podemos nos permitir fracassar em Aleppo", advertiu o Alto Comissário, que destacou que desde 21 de setembro morreram centenas de civis, entre eles 100 crianças.

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