Agressor de policiais é acusado de 'tentativa de homicídio em contexto terrorista'

Bruxelas, 6 Out 2016 (AFP) - A Justiça acolheu, nesta quinta-feira (6), a denúncia por "tentativa de homicídio em um contexto terrorista" contra o militar belga Hicham D., de 43, após a agressão, na véspera, de dois policiais no distrito de Schaerbeek, em Bruxelas - informou o Ministério Público.

"Hicham D. (...) foi denunciado por tentativa de assassinato em um contexto terrorista e por participação das atividades de um grupo terrorista", relatou o MP, em um comunicado.

O juiz de instrução também decretou a prisão preventiva do acusado e decide amanhã sobre a eventual prisão até o julgamento de seu irmão mais velho Abubaker D., detido na quarta-feira à tarde (5) no âmbito dessa investigação, acrescentou a mesma fonte.

O acusado - Hicham Diop, segundo uma fonte judicial - foi detido na véspera por provocar ferimentos na barriga e no pescoço de dois agentes, antes de ser dominado por outro policial que atirou em uma das pernas.

Nem os agentes, nem o agressor, correm risco de vida.

Depois do ataque, as forças de segurança revistaram sua casa, situada em Schaerbeek, onde "não foram encontradas armas, nem explosivos", ainda segundo o MP.

Segundo uma fonte ligada à investigação, "trata-se de um ex-militar que serviu no Exército belga até 2009".

A RTBF identificou o agressor como um "boxeador", que desempenhou um papel "periférico" em casos de terrorismo.

Além disso, segundo vários veículos de comunicação locais, ele já teria sido fichado por "ter contatos com combatentes que partiram para a Síria" para lutar com os extremistas.

A Bélgica se encontra no nível 3 de alerta terrorista, em uma escala que vai até 4, após os atentados extremistas em Paris, em 13 de novembro (com 130 mortos), e na capital belga, em 22 de março (com 32 mortos).

Em 7 de setembro, um homem agrediu dois policiais com uma faca, sem chegar a feri-los, na comunidade de Molenbeek, de onde saíram muitas pessoas envolvidas nos atentados de novembro em Paris.

Outros dois agentes foram feridos por um facão em 6 de agosto passado, em Charleroi, por um homem que gritou "Allahu Akbar" (Alá é grande), antes de ser morto pelas forças de ordem. O EI assumiu a autoria desse ataque.

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