António Guterres promete 'servir aos mais vulneráveis' na ONU

Em Lisboa

  • Jose Manuel Ribeiro/AFP

    António Guterres, apontado como novo secretário-geral da ONU, fala a jornalistas em Lisboa (Portugal)

    António Guterres, apontado como novo secretário-geral da ONU, fala a jornalistas em Lisboa (Portugal)

O português António Guterres, apoiado pelo Conselho de Segurança para se tornar o próximo secretário-geral da ONU, prometeu nesta quinta-feira (6) que "servirá aos mais vulneráveis" com "humildade e gratidão" quando assumir o cargo.

O ex-primeiro-ministro garantiu que servirá "às vítimas de conflitos, de terrorismo, às vítimas da violação de direitos [fundamentais], às vítimas da pobreza e das injustiças", durante um discurso na sede do ministério das Relações Exteriores português.

"Para expressar o que sinto hoje, duas palavras bastam: humildade e gratidão", declarou, alternando sucessivamente do português ao inglês, francês e espanhol.

Antônio Guterres é o novo secretário-geral da ONU

Elogiando "um processo transparente e aberto", agradeceu aos membros do Conselho de Segurança à "confiança" que depositaram nele.

"Sinto a humildade de quem enfrenta desafios enormes em um mundo perturbado por problemas muito, muito sérios. Mas também a humildade de poder servir aos mais vulneráveis, às vítimas de conflitos e do terrorismo, às vítimas das violações de direitos, da pobreza ou das injustiças do nosso mundo", enumerou.

Guterres também quis "prestar homenagem" ao atual secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e pediu a "todos os Estados-membros para apoiá-lo em suas iniciativas para garantir um êxito pleno nos últimos meses de seu mandato".

Guterres obteve nesta quinta-feira o apoio unânime dos 15 membros do Conselho de Segurança para se tornar o próximo secretário-geral das Nações Unidas, indicaram diplomatas, após uma reunião a portas fechadas.

Primeiro-ministro de Portugal entre 1995 e 2002, encarregado do Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur) entre 2005 e 2015, ele ficou em primeiro em seis votações informais celebradas pelo Conselho de Segurança.

A nomeação deste socialista moderado de formação, de 67 anos, deve ser aprovada pela Assembleia Geral da ONU, algo que deve ser uma formalidade, antes de assumir suas funções, em 1º de janeiro de 2017.

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