Dezenove pessoas mortas em operações contra o crime na Venezuela

Caracas, 6 Out 2016 (AFP) - As autoridades venezuelanas mataram 19 pessoas durante operações especiais contra o crime em vários estados do país nesta quinta-feira, informou o ministro do Interior, general Néstor Reverol.

As operações deixaram um "resultado de 19 mortos: dois em Zulia, três em Aragua, um em Lara, um em Monagas e 12 (em Caracas) nas localidades de San Juan e 23 de Enero", assinalou Reverol através da televisão estatal.

O funcionário acrescentou que essas ações fazem parte de uma nova fase das chamadas Operações de Libertação do Povo (OLP) para proteger todos aqueles setores que são vítimas da violência criminal".

Segundo Reverol, os alvos desta ofensiva são "máfias organizadas que geram confusão". No total, 16 pessoas foram detidas em Lara e 38 armas, confiscadas, incluindo quatro granadas.

"Vamos continuar essas operações necessárias para garantir a paz de nossa pátria", anunciou o ministro, indicando que a ação foi ordenada pelo presidente Nicolás Maduro.

A Venezuela registra altos índices de criminalidade. A taxa de homicídios em 2015 ficou em 58,1 para cada 100.000 habitantes, seis vezes mais do que a média mundial.

Realizadas pelo presidente socialista em julho de 2015, as OLP deixaram 245 mortos durante o ano, de acordo com a Procuradoria, cuja titular, Luisa Ortega, se mostrou preocupada já que as operações aumentaram as denúncias de violações dos direitos humanos.

Ortega afirmou que em julho passado "um alto índice de funcionários foi processado penalmente" por esses crimes, mas sem detalhar o número.

Entretanto, anteriormente havia informado que 72 policiais e militares foram presos por supostos abusos entre janeiro e maio de 2016, mas sem precisar quantos por ações ligadas as OLP. Quinze deles foram condenados.

A Procuradoria investiga supostos casos de destruição de casas e furto por parte de efetivos policiais nas OLP, onde também costumam tomar parte militares e a polícia científica.

A organização não-governamental Provea e ativistas de direitos humanos asseguram que durante essas operações foram cometidas execuções, detenções arbitrárias e invasões ilegais, e não conseguiram reduzir a criminalidade.

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