Flórida ordena saída de 1,5 milhão de moradores antes da passagem de furacão

Miami, 6 Out 2016 (AFP) - O governo do estado da Flórida anunciou que 1,5 milhão de habitantes receberam a ordem de abandonar suas casas na região costeira para escapar do furacão Matthew, que provocou 27 mortes no Caribe.

"Estamos particularmente preocupados com Palm Beach (sudeste da Flórida). Esta é a primeira área que será atingida e isto acontecerá nas próximas horas. Não resta muito tempo", advertiu o governador Rick Scott em uma entrevista coletiva.

A potência devastadora do Matthew afeta nesta quinta-feira as Bahamas, depois de deixar 23 mortos no Haiti, quatro na República Dominicana e ter provocado grandes danos em Cuba.

"Resta pouco tempo", disse o governador.

"Esperamos o melhor, mas nos preparamos para o pior", completou, antes de anunciar que mobilizou 1.000 agentes adicionais da Guarda Nacional, o que aumenta a 2.500 o total de efetivos preparados para ajudar nas retiradas e na organização dos abrigos.

"Se você está em uma área de evacuação, saia. Não corra riscos. Não há desculpas, você precisa sair (...) A tempestade vai te matar, resta pouco tempo", insistiu.

Milhares de pessoas já começaram a deixar a costa leste da Flórida, ante a previsão de chegada do furacão Matthew, com ventos de até 205 Km/h.

Os estados da Carolina do Sul e Geórgia também ordenaram a retirada de algumas áreas.

O governador da Flórida recordou que o furacão deve provocar um aumento do nível do mar de 1,5 metro.

Mas algumas pessoas desafiam as ordens, como é o caso de Judy Ruscino, de 74 anos, que pretende ficar com o marido na garagem de sua casa, na costa do estado.

"Assusta um pouco. Sei que vai ser feio, mas temos areia, compramos comida. A porta da garagem é à prova de tempestades", disse.

A ordem de evacuação engloba quase todo o condado de St. Johns, que está na rota do furacão e abriga a cidade de St. Agustine, a mais antiga da Flórida, fundada em meados do século XVI.

A poucos quilômetros de distância, Jacksonville - a cidade de maior população da Flórida, com quase 900.000 habitantes - era cenário de um intenso movimento de compras em supermercados e já faltavam pilhas, lanternas e rádios sem fio. As estantes de pão, água e enlatados estavam praticamente vazias.

Duas clínicas que ficam em áreas próximas às praias na região de Jacksonville transferiram os pacientes para outros hospitais na quarta-feira.

A Flórida não é atingida por um furacão de grande potência desde Wilma, em 2005.

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