Ministro da Defesa garante 'determinação da França' contra EI

On board the French aircraft carrier Charles de Gaulle, 6 Out 2016 (AFP) - O ministro francês da Defesa, Jean-Yves Le Drian, reafirmou nesta quinta-feira (6) a "determinação" da França de "erradicar" o grupo Estado Islâmico (EI), durante uma visita ao porta-aviões Charles-de-Gaulle, em operações no Mediterrâneo.

"O objetivo militar da coalizão, nosso objetivo militar, é erradicar o Daesh (acrônimo do EI em árabe)", frisou Le Drian, em discurso à tripulação do porta-aviões estacionado no Mediterrâneo oriental, onde faz operações aéreas contra o EI no Iraque e na Síria desde 30 de setembro.

"Vamos passar para uma fase importante das operações (...) que precisa da determinação da França", acrescentou.

"Vocês se preparam hoje para apoiar a batalha de Mossul, cuja retomada será uma grande derrota, ao mesmo tempo militar e simbólica, para o Daesh", afirmou o ministro.

Depois de reconquistar amplas faixas do território em dois anos, as forças iraquianas se preparam para retomar Mossul do EI, com o apoio da coalizão internacional.

Segundo várias autoridades ocidentais, essa ofensiva poderá ser lançada em outubro, na esperança de recuperar a cidade até o fim do ano.

"A queda do Mossul não significará o fim do nosso compromisso! Vamos, depois disso, estabelecer a relação de forças indispensável para a retomada de Raqa (na Síria), cidade estratégica para o Daesh em seu combate contra nós", completou Le Drian.

Os Estados Unidos têm como prioridade absoluta retomar Mossul e pôr fim ao "califado" do EI no Iraque até o fim do mandato do presidente Barack Obama, em janeiro.

Para o governo francês, porém, Raqa, reduto do grupo extremista na Síria, também é um objetivo de grande importância, devido à presença de vários "jihadistas" franceses nessa cidade. Lá, foram planejados vários dos atentados que viriam a ser cometidos na Europa, em especial na França.

"A batalha contra o Daesh deve ir até o fim. Raqa é importante, porque tem uma concentração, um fulcro que foi terrível para a França", insistiu Le Drian.

Diante da perspectiva de uma batalha em Mossul, Barack Obama deu sinal verde, no fim de setembro, para o envio de mais 600 soldados ao Iraque, reforçando os 4.600 militares já presentes no país.

A França é um dos principais colaboradores da coalizão - com 5% dos bombardeios -, bem atrás dos Estados Unidos. Suas forças lançam ataques aéreos e fazem missões de Inteligência contra o EI no Iraque desde setembro de 2014 e, na Síria, desde 2015, a partir de bases na Jordânia e dos Emirados Árabes Unidos.

O deslocamento do ministro da Defesa nesta quinta acontece no mesmo dia em que o chanceler francês, Jean-Marc Ayrault, deve ir a Moscou para promover um projeto de resolução sobre o cessar-fogo em Aleppo, na Síria.

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