Partido no poder na Geórgia diz que ganhou as eleições, mas oposição nega

Tbilisi, 8 Out 2016 (AFP) - O partido no poder na Geórgia, Sonho Georgiano, declarou neste sábado sua vitória nas eleições legislativas, mas a oposição rejeitou o anúncio e se declarou vencedora.

O Sonho Georgiano é liderado pelo multimilionário Bidzina Ivanishvili. Seu adversário é o Movimento Nacional Unido (MNU), fundado pelo ex-presidente Mikhail Saakashvili, que vive no exílio. Os dois partidos são pró-ocidentais.

A pesquisa encomendada por um grupo de emissoras de TV ligadas ao governo atribuíam ao partido no poder 53,8% dos votos e ao MNU, 19,5%.

Outra pesquisa, da emissora de TV pró-oposição Rustavi 2, atribuía ao Sonho Georgiano 39,9% e 32,7% ao adversário.

O Sonho Georgiano anunciou rapidamente que era o vencedor, embora os primeiros resultados oficiais não saiam até a madrugada de domingo (horário local).

Em vista do complexo sistema eleitoral do país, o resultado definitivo poderá demorar até o fim de novembro.

O primeiro-ministro Giorgi Kvirikashvili declarou "uma grande vitória" diante de seus eleitores na sede do Sonho Georgiano, mas um dos líderes da UNM, Giga Bokeria, afirmou à AFP que eles acreditam terem vencido a eleição.

De acordo com uma das pesquisas, um partido pró-russo, a Aliança dos Patriotas, entrou no Parlamento georgiano pela primeira vez ao superar o limite mínimo de 5%.

A campanha eleitoral transcorreu em um clima tenso, durante a qual ocorreu um atentado e um tiroteio durante um comício.

Observadores da Organização para a Segurança e a Cooperação para a Europa (OSCE) estão presentes nas eleições desta ex-república soviética, candidata à União Europeia e à Otan, que travou uma guerra contra a Rússia em 2008.

No total, 3,5 milhões de eleitores foram convocados às urnas para eleger 150 deputados do Parlamento entre 119 partidos, seis formações e 816 candidatos em eleições majoritárias.

Em outubro de 2012, a vitória esmagadora do Sonho Georgiano pôs fim a uma década de governo do MNU.

Desde então, a popularidade do partido foi desmoronando, devido à depreciação da moeda, após a recessão da grande vizinha, a Rússia, um parceiro comercial chave para Tbilisi.

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