Dois mortos em ataque em Jerusalém antes das festas judaicas

Jerusalém, 9 Out 2016 (AFP) - Um palestino matou neste domingo um policial israelense e uma mulher em Jerusalém Oriental, em um ataque que aumenta os temores das autoridades de uma escalada de violência, pouco antes da festa do Yom Kippur.

Este ataque, cujo autor foi abatido pela polícia, foi um dos mais mortíferos desde o início, há um ano, de uma onda de violência que deixou mais de 270 mortos nos Territórios Palestinos, Israel e Jerusalém.

O ataque ocorre dois dias antes da celebração, sob fortes medidas de segurança, do Yom Kippur, o dia do Grande Perdão judeu, e da festa do Sucot, na próxima semana. No ano passado, este período esteve marcado por vários atentados, sobretudo em Jerusalém.

Segundo a polícia israelense, um "terrorista" que circulava em um carro abriu fogo contra a estação de um bonde, situada em frente a um quartel-general da polícia de Jerusalém Oriental, ferindo gravemente uma mulher.

Depois seguiu avançando em alta velocidade e atirou contra outra mulher, que estava em um carro, também deixando-a gravemente ferida.

A polícia não disse qual destas duas mulheres morreu posteriormente.

A seguir, o criminoso se dirigiu ao bairro palestino de Sheikh Jarrah, onde estacionou seu veículo. Ao avistar policiais em uma moto indo em sua direção, atirou contra eles. Um dos policiais morreu devido aos ferimentos, enquanto o outro ficou levemente ferido.

No tiroteio, o autor do ataque, um palestino de 39 anos originário de Silwan, em Jerusalém Oriental, foi abatido, acrescentou a polícia.

As duas pessoas mortas são Yossef Kirma, um policial de 29 anos, e Levana Melihi, uma aposentada de 60 anos, Cinco pessoas ficaram feridas.

O chefe de governo, Benjamin Netanyahu, felicitou "os policiais que agiram rapidamente e de maneira firme contra o terrorista, que foi eliminado".

- Condenado à prisão -Os meios de comunicação e as redes sociais palestinos revelaram que o agressor de chamava Misbá Abu Sbeih, de 39 anos, de Jerusalém Oriental. Ele deveria começar neste domingo a cumprir uma pena de quatro meses de prisão por ter agredido um policial israelense em 2013.

Segundo estas mesmas fontes, este palestino foi detido em múltiplas ocasiões por suas atividades na Esplanada das Mesquitas, terceiro lugar sagrado do Islã, onde as autoridades israelenses proibiram seu acesso há vários meses.

Em sua última mensagem no Facebook, publicada na sexta-feira, o agressor explicava sua admiração pela mesquita Al-Aqsa, situada na Esplanada.

Este local também é o primeiro lugar sagrado para o judaísmo, que o chama de Monte do Templo, destruído pelos romanos no ano 70. A Esplanada está situada em Jerusalém Oriental, a parte palestina da cidade ocupada e anexada por Israel desde 1967.

Os islamitas do Hamas, no poder na Faixa de Gaza, comemoraram este ataque, "uma reação natural como resposta aos crimes do ocupante (israelense) contra nosso povo", segundo o porta-voz Fawzi Barhum.

Em um comunicado, o Hamas afirmou que o homem era membro do movimento islamita, mas não reivindicou o atentado.

A Jihad islâmica, outro grupo radical, também estimou que se tratou de um ataque heroico contra "a escalada de crimes do ocupante".

A onda de violência que explodiu há um ano nos Territórios Palestinos, Israel e Jerusalém custou a vida de 232 palestinos, 36 israelenses, dois americanos, um eritreu e um sudanês, segundo um balanço da AFP. A maioria dos palestinos mortos eram autores ou supostos autores de ataques.

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