Parlamento Europeu divulga finalistas do prêmio Sakharov 2016

Bruxelas, 11 Out 2016 (AFP) - Um jornalista de oposição turco, um líder dos tártaros da Crimeia e duas mulheres yazidis que sobreviveram aos massacres do grupo extremista Estado Islâmico (EI) no Iraque: o Parlamento Europeu anunciou nesta terça-feira os finalistas do prêmio Sakharov, que reconhece os defensores dos direitos humanos.

O(a) vencedor(a) será definindo em uma sessão plenária em 27 de outubro em Estrasburgo (França).

Can Dündar, ex-diretor de redação do jornal turco de oposição Cumhuriyet, Mustafa Djemilev, líder histórico dos tártaros da Crimeia, e Nadia Murad Basee e Lamiya Aji Bashar, duas mulheres da comunidade yazidi do Iraque, foram selecionados como os finalistas pelo EuroParlamento.

A entrega do prêmio está programada para 14 de dezembro, também em Estrasburgo.

Dündar é acusado de divulgar "segredos de Estado" na Turquia e foi condenado em maio à revelia a quase seis anos de prisão. Ele também é processado por supostos vínculos com o clérigo Fethullah Gülen, exilado nos Estados Unidos, acusado de ser o grande idealizador do golpe de Estado frustrado na Turquia em julho. Após sobreviver a uma tentativa de assassinato, o jornalista vive no exílio.

Djemilev luta pelos direitos humanos e das minorias há mais de meio século. Ex-presidente da Assembleia dos tártaros da Crimeia, ele foi dissidente soviético e deputado ucraniano. Deportado para a Ásia central durante a infância, foi novamente exilado após a reanexação por Moscou da península da Crimeia.

Nadia Murad Basee e Lamiya Aji Bashar são apresentadas como "defensoras da comunidade yazidi, sobreviventes ao EI". Ambas são naturais de um vilarejo iraquiano onde o Estado Islâmico executou um massacre em meados de 2014. Também estavam entre as milhares de adolescentes sequestradas pelo EI e submetidas à escravidão sexual.

Nadia Murad Basee foi designada em setembro embaixadora da ONU para a dignidade das vítimas do tráfico de seres humanos. Também faz campanha para que a perseguição aos yazidis em 2014 seja considerada um genocídio.

Em 2015, o prêmio Sakharov foi atribuído ao blogueiro saudita Raef Badaui, preso e condenado a ser chicoteado em seu país por "insulto" ao islã.

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