Soldados israelenses matam a tiros palestino em Jerusalém leste

Ramallah, Territórios palestinos, 11 Out 2016 (AFP) - Soldados israelenses mataram a tiros um palestino na madrugada desta quarta-feira em Silwan, bairro palestino da Jerusalém oriental ocupada e anexada, informaram autoridades palestinas.

Ali Shiuki, de 20 anos, morreu em confrontos com soldados israelenses quando a polícia e o exército do Estado hebreu estavam mobilizados na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém oriental para evitar atentados durante a celebração, desde o anoitecer de terça-feira, do Yom Kippur, o Dia do Perdão judaico, segundo as fontes.

Israel fechou desde a terça-feira os acessos dos territórios ocupados e pôs sua polícia em estado de alerta em Jerusalém para impedir qualquer ataque contra as dezenas de milhares de fiéis esperados em Jerusalém para assistir à festa mais solene do calendário judaico.

O dispositivo de segurança foi reforçado depois que dois israelenses morreram no domingo pelas mãos de um palestino posteriormente liquidado pela polícia em Jerusalém oriental.

Em 2015, as celebrações do Yom Kippur e do Sucot (Tabernáculos), que se celebra no começo da próxima semana, foram o prelúdio de uma onda de violência que ainda persiste.

Por ocasião destas duas festas, os fiéis judeus vão em massa à Cidade Velha de Jerusalém para orar em frente ao Muro das Lamentações, situado debaixo da ultrassensível Esplanada das Mesquitas.

Este local é o terceiro lugar santo do Islã e os judeus também o veneram como o Monte do Templo.

Mais de três mil policiais estão mobilizados em Jerusalém para as festas, informou a polícia.

Os palestinos temem que os israelenses, que controlam todos os acessos à Esplanada, acabem dividindo-a e só os judeus sejam autorizados a rezar ali. O governo israelense nega redondamente que tenha a intenção de modificar o status quo.

A onda de violência que afeta desde outubro de 2015 os territórios ocupados, Israel e Jerusalém já custou a vida de 233 palestinos, 36 israelenses, dois americanos, um eritreu e um sudanês, segundo contagem da AFP. A maioria dos palestinos mortos é de autores ou supostos autores de atos violentos.

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