EUA bombardeiam radares em zona controlada por rebeldes no Iêmen; huthis negam ataque

Sanaa, Iêmen, 13 Out 2016 (AFP) - As forças dos Estados Unidos bombardearam três áreas de radares nas zonas controladas pelos rebeldes huthis no Iêmen, depois de ataques com mísseis contra navios de guerra americanos no domingo e na quarta-feira, anunciou o Pentágono.

Os rebeldes xiitas huthis negaram nesta quinta-feira qualquer ação contra navios americanos.

Os ataques, autorizados pelo presidente Barack Obama, utilizaram mísseis de cruzeiro Tomahawk que foram lançados pelo destróier "USS Nitze".

"Os disparos tinham como alvos os radares envolvidos nos recentes disparos de mísseis que ameaçaram o USS Mason e outros navios que operavam em águas internacionais no Mar Vermelho e no Estreito de Bab Al-Mandeb", entre o Mar Vermelho e o Oceano Índico, afirma um comunicado divulgado pelo Pentágono.

"Os ataques limitados de legítima defesa foram realizados para proteger nossos funcionários, nossos navios e nossa liberdade de navegação nesta importante via marítima", completa a nota.

Os rebeldes xiitas huthis do Iêmen, no entanto, negaram nesta quinta-feira ter atacado um navio de guerra americano no Mar Vermelho.

"As afirmações americanas não têm nenhum fundamento", afirmou a agência rebelde Saba, que citou uma fonte militar do campo aliado aos huthis.

"O exército (aliado aos rebeldes) e os Comitês Populares (milícias) não têm nada a ver com esta ação", disse a fonte.

"As alegações tentam criar falsas justificativas para intensificar os ataques e acobertar os crimes cometidos pela agressão da coalizão liderada pela Arábia Saudita contra o povo do Iêmen", completou a fonte militar.

Os lançamentos de mísseis de domingo e quarta-feira aconteceram em zonas controladas pelos huthis, afirmou o porta-voz do Pentágono, Peter Cook.

Esta é a primeira vez que os Estados Unidos determinam uma ação militar contra os huthis, que desde 2014 controlam a capital Sanaa e outras regiões do país, o que obrigou o governo a partir para o exílio.

Em 2015, uma coalizão árabe, liderada pela Arábia Saudita, iniciou uma operação militar para apoiar as forças leais ao governo.

Até agora, as forças americanas haviam se limitado a fornecer ajuda logística à coalizão, como o reabastecimento em voo dos bombardeiros e informações de inteligência.

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