ONU mandará enviado ao Burundi após expulsão de observadores

Nações Unidas, Estados Unidos, 13 Out 2016 (AFP) - O Conselho de Segurança da ONU decidiu nesta quinta-feira destacar um enviado especial ao Burundi depois do rompimento de laços com observadores do organismo e manteve sua negativa ao envio de uma força policial internacional.

Jamal Benomar, enviado designado da ONU, viajará ao Burundi na próxima semana para estabelecer diálogos sobre esta crise.

"O que precisamos é de um compromisso renovado com o governo", afirmou Benomar a jornalistas após um encontro a portas fechadas do Conselho de Segurança, em Nova York.

Durante os diálogos, o enviado disse que seria preciso "esclarecer o objetivo da resolução 2303" autorizando o deslocamento de 228 policiais da ONU para monitorar a segurança e afirmou, ainda, "ver se é possível encontrar um caminho para avançar".

O Burundi tinha anunciado que apenas aceitará poucas dezenas de policiais da ONU, desafiando a resolução original adotada em julho passado.

A visita de Benomar chega em um momento de tensões crescentes entre a ONU e o Burundi, que esta semana decidiu suspender a cooperação com observadores dos direitos humanos da ONU e também sair da Corte Penal Internacional.

O governo do presidente Pierre Nkurunziza reagiu furiosamente contra um informe de especialistas da ONU que culpou as forças policiais e de segurança pela violência que o país africano sofreu desde abril de 2015.

Mais de 500 pessoas foram assassinadas e pelo menos 300.000 deixaram o país desde que a crise começou, depois que Nkurunziza decidiu se apresentar como candidato a um terceiro mandato, sendo reeleito em julho.

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