Atentado contra xiitas deixa mais de 30 mortos em Bagdá

Bagdá, 15 Out 2016 (AFP) - Ao menos 34 pessoas morreram neste sábado e outras 25 ficaram feridas em um atentado suicida cometido contra um bairro xiita de Bagdá, segundo fontes médicas e de segurança.

Um homem-bomba explodiu seu cinturão no bairro de Al Shaab, norte da capital iraquiana.

Em um comunicado postado por sua agência de propaganda Amaq, o grupo sunita Estado Islâmico reivindicou o atentado.

Os sunitas consideram os xiitas, majoritários no Iraque, uma comunidade herege.

As autoridades iraquianas proporcionaram diversas versões do ataque. Segundo uma deleas, o camicase se explodiu em uma loja onde muçulmanos xiitas recebiam condolências.

Outras fontes asseguraram que o atentado aconteceu durante uma distribuição de comida por ocasião das comemorações religiosas anuais.

Segundo uma testemunha, o camicase entrou na tenda funerária e se explodiu na hora que era distribuído o almoço.

"Vi 20 mártires (mortos) estirados no chão", contou.

O local do ataque estava coberto de sangue, segundo o fotógrafo da AFP.

- EI perde terreno -O ataque deste sábado é o mais sangrento na capital iraquiana desde o início de julho, quando um atentado em um bairro comercial provocou mais de 300 mortes.

O EI se apoderou, em 2014, de vastas regiões do território iraquiano.

Com a ajuda da coalizão internacional liderada por Washington, as forças armadas iraquianas ganharam terreno frente ao EI e agora buscam reconquistar Mossul, no norte, reduto dos extremistas do país.

Esta operação deve acontecer nos próximos dias e é considerada uma das mais complexas na luta contra o grupo extremista.

Segundo recentes estimativas do Pentágono, haveria em Mossul de 3.000 a 4.500 combatentes do EI.

Além do aspecto militar, a batalha de Mossul representa um desafio humanitário no qual a ONU está trabalhando.

"Mais de um milhão de pessoas podem se descolocar nsa próxima ofensiva. Calculamos que ao menos 700.000 pessoas precisarão de ajuda, alimentos e água", assinalou o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) no Iraque, Bruno Geddo.

A reconquista de Mossul não será, no entanto, o final da guerra contra o EI, que possui ainda importantes territórios no Iraque e na Síria, e é capaz de recorrer ainda mais aos ataque suicidas à medida que perde terreno.

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