Difícil cúpula em Berlim com Putin sobre Ucrânia e Síria

Berlim, 19 Out 2016 (AFP) - O presidente russo, Vladimir Putin, viaja nesta quarta-feira a Berlim para participar da primeira reunião de cúpula em um ano sobre o conflito ucraniano com os líderes de Alemanha, França e Ucrânia, uma reunião difícil que será seguida por outra igualmente complicada sobre a Síria.

O encontro com Angela Merkel, François Hollande e Petro Poroshenko corre o risco de não dar nenhum resultado - é o que os próprios participantes temem -, enquanto a aplicação dos acordos de paz de Minsk está bloqueada há vários meses.

"Há problemas sobre vários temas, o cessar-fogo, as questões políticas ou humanitárias", disse a chanceler alemã na véspera da cúpula.

"Não podemos esperar um milagre, mas da forma como estão as coisas é preciso fazer todos os esforços", ressaltou.

Na agenda figuram principalmente o respeito - bastante escasso - ao cessar-fogo entre as forças ucranianas e os rebeldes pró-russos, a adoção de uma lei eleitoral e a organização de eleições no leste do país, sob controle dos rebeldes pró-Moscou.

Sobre estes temas, Rússia e Ucrânia não param de fazer acusações mútuas. Pouco depois do anúncio da reunião, os dois países trocaram acusações de violação dos acordos existentes, o que certamente é um mau presságio para a reunião de Berlim.

O porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, afirmou que "Kiev não faz nada", enquanto a presidência ucraniana disse esperar que a reunião de Berlim "impulsione a Rússia a aplicar os acordos de Minsk".

Moscou, acusado de atiçar a crise armando e apoiando os rebeldes, rejeita estas alegações e considera, por sua vez, que cabe à Ucrânia respeitar seus compromissos visando uma crescente autonomia da região do Leste.

"Não vamos ter expectativas muito elevadas com esta reunião", advertiu o presidente ucraniano Poroshenko em um encontro com a imprensa em Oslo.

A esta reunião de quatro partes seguirá outra a três sobre o outro grande tema de tensão entre a Rússia e o Ocidente: a guerra na Síria, com os bombardeios de Moscou para apoiar o regime, em especial em Aleppo.

Receba notícias do UOL. É grátis!

Facebook Messenger

As principais notícias do dia pelo chatbot do UOL para o Facebook Messenger

Começar agora

Receba por e-mail as principais notícias, de manhã e de noite, sem pagar nada. É só deixar seu e-mail e pronto!

UOL Cursos Online

Todos os cursos