Eminem ressurge com música que ataca Donald Trump

Nova York, 19 Out 2016 (AFP) - O rapper Eminem ressurgiu, nesta quarta-feira (19), com uma letra que ataca diretamente Donald Trump, em um rap de quase oito minutos, na qual ele também se identifica com a causa "Black Lives Matter" ("Vidas Negras Importam").

Eminem, o rapper que mais vendeu álbuns em todos os tempos, estava relativamente sumido nos últimos anos, mas escreveu em sua página no Facebook que estava trabalhando em um novo álbum.

Eminem divulgou no YouTube sua nova música, intitulada "Campaign Speech" ("Discurso de campanha", em tradução livre).

Conhecido por seu palavreado chulo, o rapper se manteve fiel ao seu estilo provocativo. Na música, ele afirma que Trump, o magnata republicano candidato à Presidência, é uma ameaça real.

"Me consideram um homem perigoso / Mas vocês deveriam ter medo desse maldito candidato", canta Eminem.

"Você diz que Trump não é um fantoche porque ele paga sua campanha com seu próprio dinheiro".

"E é isso que você queria - uma bucha de canhão maldita que mete a mão no botão, que não responde a ninguém", continua, concluindo "Ótima ideia!".

Eminem, hoje aos 44 anos, poucas vezes usou conteúdo político em suas músicas mais antigas, apesar de deixar claro em entrevistas que simpatiza com a esquerda.

O rapper, um dos artistas brancos de hip-hop mais famosos, também fala sobre os violentos incidentes que têm atingido diretamente o movimento Black Lives Matter.

Eminem imagina que se vingaria de George Zimmerman, o vigia voluntário na Flórida que, em 2012, matou o adolescente afro-americano Trayvon Martin quando este caminhava para casa com seu chá gelado e um doce.

O rapper fala de Zimmerman de volta ao tribunal dentro de um saco "com uma bala nas costas".

"Seu peito e tronco são deixados na porta do pai do Trayvon como um presente para ele", canta Eminem.

Trump tem enfrentado uma grande oposição vinda do mundo da música nos Estados Unidos, com estrelas como Katy Perry e Jennifer Lopez planejando fazer campanha pela democrata Hillary Clinton algumas semanas antes da eleição de 8 de novembro.

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